Para médicos, ainda faltam medicamentos fundamentais

Os representantes das sociedades médicas apontam problemas na lista de medicamentos de alto custo do Sistema Único de Saúde (SUS). A principal queixa é a exclusão de drogas que consideram fundamentais. Os anticoagulantes clopidogrel e R-TPA , utilizados na prevenção e tratamento do acidente vascular cerebral (AVC), são dois medicamentos neurológicos que "deveriam estar na lista", diz Jorge El Kadun, vice-presidente da Academia Brasileira de Neurologia. A reinvidicação da Sociedade Brasileira de Hipertensão é a inclusão do losartam e losartana, indicados para 15% dos hipertensos. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, três drogas mais eficazes para o tratamento de psoríase deveriam estar nessa lista: o infliximab, o etanercept e o efalizumab. O preço dos medicamentos para o glaucoma é o principal problema para o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, Luíz Carlos Portes. "Os colírios chamados análogos de prostaglandina custam em média R$ 50", diz. O presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia, Rafael Stelmach, sugere a inclusão de quatro drogas para o tratamento da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC): salmeterol, salbutamol, beclometasona e tiotrópio, medicamentos de uso contínuo com preços que variam de R$ 40 a R$ 190.

Agencia Estado,

03 de agosto de 2006 | 10h59

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