Para Unicef, tratamento contra Aids não será universal até 2010

Responsável da instituição afirma que demorará mais tempo para todas as regiões do mundo terem acesso

Juan Ramón Peña, da Efe,

06 de agosto de 2008 | 01h53

O acesso comum a métodos de prevenção e tratamento da Aids não será obtido em todas as regiões do mundo até 2010, afirmou nesta terça-feira, 5, o responsável pelo programa de combate à doença do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Jimmy Kolker. O prazo havia sido fixado pelas instituições internacionais. Veja também: Novo tratamento de HIV 'permite pausa maior em terapia' Grupo de combate à Aids pede mais foco na criação de vacina "É certo que o ambicioso objetivo de acesso universal não será conquistado em todos os lados. Acho que teremos que continuar com nossa luta muito depois dessa data", disse o ex-diplomata americano em entrevista à Agência Efe. Kolker participa esta semana da 17ª Conferência Internacional sobre Aids ("Aids 2008"), no México. O evento tem debatido a situação global do vírus HIV e da doença. "A maioria dos países em desenvolvimento não completou o desafio, mas há progressos, e colocar objetivos ambiciosos é uma forma de medi-los", completou o especialista do Unicef. Como exemplos positivos de acesso universal a meios de prevenção e tratamento, Kolker citou o Brasil e a Botsuana. Entre os avanços globais contra a doença, o ex-diplomata americano citou as práticas para evitar a transmissão do HIV de mães grávidas a seus fetos e o acesso à informação sobre sexo seguro e prevenção de contágio. "A educação é um assunto essencial, porque em muitas escolas são temas tabu (os relacionados com a aids), os professores não querem ensiná-los, e os governos não têm políticas específicas", lamentou. Por isso, Kolker considerou um bom sinal a declaração assinada na última sexta-feira por ministros da Saúde de 30 países latino-americanos e do Caribe para promover educação sexual nas escolas. Kolker assegurou que a epidemia é um "sério problema" na maioria dos países da região. "Na América Latina e no Caribe, a infecção está afetando cada vez mais mulheres e crianças", declarou o especialista do Unicef.

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