Sec. Saúde/Gov. Paraná
Sec. Saúde/Gov. Paraná

Paraná bate recorde e tem 1.072 pacientes na fila por leitos para covid-19

Quase metade aguarda vaga em UTI; rede hospitalar do Estado sofre com forte pressão da alta de casos

Julio Cesar Lima, especial para o Estadão

08 de março de 2021 | 22h00

Curitiba - O Paraná registrou nesta segunda-feira, 8, o maior número de pessoas à espera de leitos por causa da covid-19. A informação divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) aponta 1.072 pacientes, sendo 519 para vagas em UTI e outras 553 para enfermaria. O secretário estadual de Saúde, Beto Preto, garantiu, no entanto, que nenhuma delas está “desassistida”. “Estamos atendendo de alguma forma. Seja em UPA, pronto atendimento, essas vagas rodam durante o dia, pelas altas ou óbitos”, avaliou.

Além do Paraná, Estados como Rio Grande do Sul e o Mato Grosso do Sul estão com a rede de saúde perto do limite, com aumento de internações e escassez de leitos de terapia intensiva. Nesta segunda, o Brasil bateu pelo décimo dia consecutivo o recorde da média de mortes pela doença, com mais de 1,5 mil registros diários.

Segundo ele, a cepa do coronavírus identificada originalmente em Manaus também prejudica o atendimento. Estudos mostram que essa nova variante do Sars-CoV-2 é mais transmissível. “Essa situação tem sido agravada pelo fato de os pacientes infectados com essa cepa ocupam os leitos por mais tempo, 11% a mais. Isso tem acontecido desde o começo do ano”, afirma Preto.

Além do aumento médio de tempo, o número de óbitos cresceu e passou da média de 25% para entre 35% e 45%, com casos agravados por causa da nova cepa. A variante de Manaus (P.1) também foi identificada em 70% dos 219 casos mais graves (de alta carga viral) em paranaenses, após estudo conduzido pela Fiocruz.

Segundo a Sesa, os dados apontam que o Paraná soma 722.990 casos confirmados e 12.505 mortos pela covid-19. “Já abrimos 3,8 mil leitos para pacientes, praticamente outra estrutura para saúde desde o início da pandemia”, avaliou.

Com relação à vacinação, Preto avalia que o processo poderia ser mais ágil. “Caso o Ministério da Saúde coloque em prática o Plano Nacional de Imunização com mais velocidade, poderemos vacinar de 20 mil a 250 mil pessoas ao dia”, conclui. 

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