Paraná confirma segundo caso de dengue 4 no Estado

Há ainda um terceiro caso da doença sendo investigado, aguardando confirmação laboratorial

Solange Spigliatti, da Central de Notíciais e estadão.com.br,

11 de outubro de 2011 | 09h00

SÃO PAULO - A Secretaria Estadual de Saúde do Paraná confirmou nesta segunda-feira, 10, o segundo caso de dengue tipo 4 no Estado, notificado como importado, pois a contaminação ocorreu fora do Paraná.

 

O paciente mora em Santa Tereza e esteve no Pará, no Norte do Brasil, no período de 12 a 28 de agosto. Ao voltar da viagem, ele procurou o serviço de saúde e foi diagnosticado e tratado. Há também um terceiro caso sendo investigado, aguardando confirmação laboratorial.

 

A doença. Há quatro tipos, ou sorotipos, de dengue: 1,2,3 e 4. Quando uma pessoa apresenta infecção por um desses agentes, ela fica protegida para uma nova contaminação pelo mesmo subtipo. O vírus de tipo 4 não circulava no Brasil desde a década de 1980 e reapareceu no País no início deste ano.

 

Nenhum sorotipo é mais perigoso que qualquer outro, mas quando um novo tipo começa a circular entre a população, a preocupação é que poucos indivíduos tenham imunidade contra ele, havendo risco de epidemias caso ele se disperse. Além disso, a ocorrência de epidemias anteriores por outros sorotipos aumenta o risco de casos graves.

 

Os quatro sorotipos causam os mesmos sintomas - dores de cabeça, no corpo e nas articulações, febre, diarreia e vômito - e têm o mesmo tratamento. As medidas terapêuticas visam à manutenção do estado geral. Não devem ser usados derivados do ácido acetilsalicílico para a dor e a febre.

 

Risco. Segundo Clélia Aranda, coordenadora de Controle de Doenças da Secretaria da Saúde de São Paulo, como há um novo tipo de vírus circulando, há mais pessoas suscetíveis a desenvolver a doença. Ao contrário do que se pensa, aqueles que já adoeceram por causa dos outros subtipos (1, 2 ou 3) não ficam imunes ao tipo 4 do vírus.

 

"Existe um risco maior de infecção porque as pessoas nunca foram expostas a esse tipo de vírus e há um risco aumentado de uma segunda infecção, que normalmente se manifesta de maneira mais grave", diz Clélia.

 

"É uma situação nova e é claro que preocupa. A população não está imune a esse subtipo do vírus", diz Giovanni Guido Cerri, secretário de Estado da Saúde.

 

 

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