Parar de comer doces 'pode prolongar a vida em até 15 anos'

Corte na ingestão de glicose eleva produção de radicais livres, que atuam contra o evelhecimento, diz pesquisa

BBC,

03 de outubro de 2007 | 09h22

Uma pesquisa realizada na Alemanha sugere que abdicar de doces e carboidratos pode aumentar a expectativa de vida em até 15 anos.  Os cientistas, do Instituto de Nutrição Humana, da Universidade de Jena, realizaram experiências em minhocas e observaram que o corte da ingestão de glicose, encontrada em alimentos ricos em açúcar e carboidratos, levou os invertebrados a aumentarem consideravelmente a produção de radicais livres. Os radicais livres são moléculas que podem ser prejudiciais ao organismo porque estão ligadas a processos degenerativos, como o câncer e o envelhecimento. Os pesquisadores, no entanto, observaram que a falta de glicose fez com que as minhocas rapidamente reagissem aos radicais livres, produzindo enzimas de defesa contra estas moléculas e aumentando a expectativa de vida em 20%.  Este número, calculam os pesquisadores, seria o equivalente a 15 anos na espécie humana. "Se este resultados se mostrarem efetivos para a espécie humana, isto significa que o fim do consumo de glicose pode ter efeitos positivos na expectativa de vida", afirmou Michael Ristow, um dos líderes da pesquisa.  "Durante o processo, as minhocas produziram mais radicais livres, mas ao mesmo tempo ativaram rapidamente as defesas contra essas moléculas. O mal acabou produzindo algo bom no fim", acredita. Ainda de acordo com ele, o consumo de açúcar corresponde de 15% a 20% da ingestão diária de calorias, que não são necessariamente glicose, mas acabam se transformando na substância durante a digestão.

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