Parlamentares criticam atuação do governo dos EUA em frear Ebola

Pelo segundo dia consecutivo, Obama cancelou a agenda política em dois Estados para tratar da transmissão do vírus

O Estado de S. Paulo

16 Outubro 2014 | 21h52

WASHINGTON - Autoridades de saúde responsáveis pela resposta do governo americano aos primeiros casos de Ebola registrados no país foram alvo nesta quinta-feira, 16, de uma sucessão de críticas de parlamentares republicanos e democratas, que classificaram de “inaceitável” e “incompetente” a reação oficial à chegada do vírus ao país.

“Seria um eufemismo afirmar que a resposta ao primeiro paciente com Ebola nos Estados Unidos foi inepta, causando riscos para um grande número adicional de pessoas”, declarou a deputada Diana DeGette, do Partido Democrata, o mesmo do presidente Barack Obama. Os representantes do governo foram questionados durante a sessão de um comitê da Câmara dos Representantes convocada para analisar a atuação do governo no caso.

Grande parte das críticas foi dirigida a Thomas Frieden, diretor dos Centros de Prevenção e Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês), que se transformou na face mais visível dos esforços oficiais para conter o vírus. Pelo menos dois parlamentares pediram sua renúncia. 

A três semanas das eleições legislativas americanas, o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, vem destacando que o governo está mostrando “o tipo de reação tenaz e flexível que se exige” e o povo deve confiar no governo Obama.

Reservistas. Pelo segundo dia consecutivo, Obama cancelou a agenda política em dois Estados para tratar da transmissão do vírus, dentro e fora dos Estados Unidos. No fim do dia, ele assinou um decreto que autoriza a convocação de reservistas para combate ao Ebola na África, para onde já foram deslocados 3 mil soldados americanos. / CLÁUDIA TREVISAN, COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Mais conteúdo sobre:
Estados Unidos Ebola Barack Obama

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.