Parlamento do Reino Unido decide proibir o estimulante mefedrona

Substância, que podia ser comprada pela internet, é ligada à morte de vários jovens no país

Efe

08 Abril 2010 | 10h37

A Câmara dos Comuns do Reino Unido aprovou nesta quinta-feira, 8, o projeto do poder Executivo que previa a proibição da mefedrona, uma substância estimulante que foi ligada à morte de vários jovens no país.

 

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O Conselho Assessor sobre o Abuso de Drogas do Reino Unido recomendou que a substância, até agora legal no país e que podia ser comprada pela internet, também fosse classificada como droga de tipo B, grupo que inclui a maconha e as anfetaminas.

 

No entanto, a decisão de proibir a mefedrona sem provas conclusivas que a relacionem com as mortes de pelo menos quatro jovens que a ingeriram provocou a saída de dois especialistas do Conselho.

 

Eric Carlin e Colin Taylor disseram que a proibição anunciada pelo ministro do Interior, Alan Johnson, em 29 de março após uma consulta ao Conselho aconteceu por uma "pressão midiática e política indevida".

 

A proibição de importar mefedrona entrou em vigor com efeito imediato, enquanto sua classificação como droga tipo B seria votada hoje pelo Parlamento.

 

A legislação britânica prevê até cinco anos de prisão por posse de substâncias tipo B e 14 anos por sua venda.

 

Segundo números do Conselho Assessor, 25 pessoas teriam morrido na Inglaterra e Escócia após tomar mefedrona, mas ainda não foi confirmada uma relação direta entre a droga e as mortes.

 

Esta não é a primeira vez que a política sobre drogas do Governo trabalhista provoca demissões no Conselho Assessor.

 

Em novembro, vários de seus membros renunciaram depois que o então presidente, David Nutt, foi destituído por supostamente minimizar os efeitos da maconha.

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