Parte das mortes por gripe suína é associada a segunda infecção

Estudo mostrou que 29% das mortes ocorreram em pacientes que tiveram coinfecções bacterianas

Reuters,

30 Setembro 2009 | 15h49

Muitas pessoas que morreram de gripe suína nos Estados Unidos também tiveram infecções bacterianas, disseram autoridades de saúde nesta quarta-feira, 30.

 

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Um estudo de 77 pacientes que morreram do novo vírus pandêmico H1N1 mostrou que 29% deles tiveram as chamadas coinfecções bacterianas, informou o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

 

Cerca de metade dessas pessoas tiveram o Streptococcus pneumoniae, que pode ser evitado com uma vacina, disse o CDC.

 

O CDC já informou que o H1N1, declarado uma pandemia em junho, se tornou mais ativo com o tempo frio e o retorno das aulas no país.

 

"Nossa temporada de influenza está começando e infelizmente haverá mais casos de infecções bacterianas em pessoas sofrendo de influenza", disse o epidemiologista do CDC, Matthew Moore.

 

"É realmente importante que as pessoas, especialmente aquelas em grupos de alto risco, chequem com seus provedores de saúde, quando forem receber a vacina para influenza, se serão vacinados contra o pneumococo."

 

Nos Estados Unidos, a vacina Prevenar, da Wyeth's, faz parte do calendário de imunizações infantis e uma outra vacina contra a chamada bactéria pneumocócica está disponível para idosos.

 

A equipe do CDC notou que, no início, não parecia que as pessoas gravemente doentes com gripe suína ou as que morreram em decorrência dela tinham infecções secundárias. Mas os médicos podem não ter percebido essas infecções, afirmou o CDC.

 

"Os testes clínicos de rotina usados para identificar infecções bacterianas entre os pacientes com pneumonia não detectam muitas dessas infecções", relatou a equipe do CDC.

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