Passageira do transatlântico morreu de enfarte, diz Secretaria de Turismo do Rio

Dorothy Missin Phillips, uma norte-americana de 68 anos, estava no navio que atracou na última terça na cidade após registrar surto de gastroenterite

Fábio Grellet, RIO DE JANEIRO, e Central de Notícias,

23 de novembro de 2011 | 18h32

Foi mesmo um enfarte, segundo a Secretaria Estadual de Turismo do Rio, que causou a morte de Dorothy Missin Phillips, de 68 anos. Ela morreu enquanto fazia um cruzeiro no navio MS Veendam e atracou na manhã desta última terça, 22, no Rio, após registrar surto de gastroenterite a bordo. Inicialmente havia suspeita de que a mulher tivesse morrido em decorrência da doença.

O navio, que saiu de Nova York em 16 de outubro e passou pelo Chile, chegou ao Rio com 1.258 passageiros e 560 tripulantes. O surto atingiu 86 pessoas (79 passageiros e 7 tripulantes), mas, anteontem, só uma continuava com sintomas da gastroenterite.

A comandante e o médio do navio prestaram depoimento nesta última terça à Polícia Federal, e, no final da tarde, o navio seguiu viagem rumo à Argentina. A empresa proprietária da embarcação deve ser multada. Durante a tarde desta quarta, o corpo da mulher continuava no Instituto Médico Legal do Rio.

 

 

 

Notificação

 

 

A Secretaria de Turismo do Rio entregou no início da tarde desta quarta-feira, 23, uma notificação à empresa Píer 1 Cruise Experts Turismo Ltda, responsável pela venda dos pacotes aos passageiros do transatlântico holandês MS Veendam. O navio chegou ao Rio na manhã desta última terça com uma passageira morta e 86 pessoas atingidas por um surto de gastroenterite.

Segundo a notificação, a empresa fica responsável por prestar esclarecimentos por escrito quanto ao ocorrido. Segundo Marco Paes, diretor de Operações da TurisRio,a Píer 1 terá cinco dias, a contar desta quarta, para prestar esclarecimentos. O não atendimento implicará em sanções administrativas.

Segundo Paes as penalidades previstas na Lei Geral do Turismo são advertência por escrito, multa, interdição do empreendimento ou equipamento e cancelamento do cadastro. A multa a ser aplicada será graduada de acordo com a gravidade da infração. Por se tratar de empresa de grande porte, o valor da multa, se aplicada, poderá variar de R$ 16.333,00 a R$ 854.102,00.

A matriz da empresa, localizada em São Paulo, está cadastrada no Ministério do Turismo. No entanto, sua filial no Rio de Janeiro está em situação irregular já que não consta no cadastro da pasta, configurando infração.

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