Passageiro que veio aos Estados Unidos e foi isolado não tem Ebola

Homem havia sido barrado nesta terça-feira em triagem; em Chicago, uma criança e um adulto foram isolados

O Estado de S. Paulo

22 Outubro 2014 | 14h13

Atualizado às 15h35

NOVA JERSEY - Um passageiro que chegou aos Estados Unidos na tarde da terça-feira, 21, e foi levado a um hospital de Nova Jersey com sintomas do Ebola não foi diagnosticado com a doença, segundo um agente da autoridade portuária da região.

Patrick Foye, diretor executivo do órgão, que opera os maiores aeroportos da cidade de Nova York, afirmou nesta quarta-feira que não houve "indicações positivas para o Ebola" de passageiros que chegaram à região, incluindo o viajante levado para o hospital.

O passageiro em questão foi barrado em uma triagem realizada com estrangeiros vindos da Libéria, de Serra Leoa e da Guiné, segundo uma porta-voz do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês).

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De acordo com a representante, o indivíduo em questão foi identificado com sintomas ou com uma possível exposição ao vírus. As autoridades não divulgaram informações sobre o passageiro. 
Em Chicago, no estado americano de Illinois, duas pessoas que viajaram da Libéria aos Estados Unidos foram postas em observação após não terem se sentido bem durante o voo. Oficiais de saúde destacaram que não havia sido detectado Ebola preliminarmente e não havia ameaça ao público em geral.
As pessoas foram mantidas em isolamento em dois diferentes hospitais da cidade. Chicago possui quatro hospitais que concordaram em receber eventuais pacientes com Ebola. Uma criança vomitou durante um voo entre a Libéria e o aeroporto de O’Hare, em Chicago. Ela passou por análise de equipes médicas e não foram encontrados outros sintomas.
A criança foi levada ao hospital por “excesso de precaução” e estava em observação em isolamento. A família dela foi posta em quarentena até que a avaliação seja concluída. O outro passageiro, um adulto que viajou sozinho da Libéria ao continente americano, relatou ter sentido náusea e diarreia durante outro voo vindo do país africano.

 

Recuperado. Ainda nos Estados Unidos, o cinegrafista norte-americano Ashoka Mukpo foi liberado perto das 9h do horário local desta quarta-feira, disseram funcionários do Centro Médico Nebraska. Os médicos já haviam declarado que testes de sangue deram resultado negativo e que ele teria alta. 

Internado no dia 6 de outubro, Mukpo foi o segundo paciente a ser tratado no Hospital do Nebraska. O primeiro caso atendido no local foi o do médico Rick Sacra.

Tratado com uma medicação experimental diferente da usada nos outros profissionais de saúde norte-americanos infectados com o vírus, Sacra se recuperou no final de setembro. Os médicos, porém, não divulgaram o nome do medicamento utilizado.

Em nota, o cinegrafista agradeceu ao doutor Kent Brantly, que possibilitou uma transfusão de sangue ao paciente. Brantly se recuperou do Ebola em um tratamento em Atlanta e doou sangue a Rick Santra.

Acredita-se que tais transfusões ajudassem os pacientes no tratamento. A enfermeira espanhola Teresa Romero, que teve sua cura confirmada nesta terça-feira, também recebeu sangue de um paciente que se recuperou do mesmo vírus.

"Eu me sinto profundamente abençoado por estar vivo, e ao mesmo tempo ciente das desigualdades mundiais que me permitiram ser levado a um hospital norte-americano quando muitos liberianos morrem sozinhos," escreveu Mukpo.

O ex-conselheiro da Casa Branca Ron Klain se encontrará com o presidente Barack Obama e seus principais assessores no Salão Oval na tarde desta quarta-feira para dar início ao seu trabalho de combate ao Ebola.

Klain foi indicado pelo chefe de Estado para coordenar as agências federais que atuam juntas para lidar com o surto da doença nos Estados Unidos e na África./AP E DOW JONES NEWSWIRES

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