EFE/EPA/FRANCK ROBICHON
EFE/EPA/FRANCK ROBICHON

Passageiros liberados de cruzeiro no Japão desenvolveram sintomas do coronavírus

Ministro da Saúde japonês confirmou que pelo menos 813 ex-passageiros foram contatados por suspeita de infecção do vírus

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de fevereiro de 2020 | 06h44

TÓQUIO - Dezenas de passageiros que receberam autorização para desembarcar de um cruzeiro em quarentena no Japão desenvolveram sintomas do novo coronavírus, incluindo febre, e devem fazer novos exames para detectar o vírus, afirmou o ministro da Saúde japonês. Ao todo, o governo contactou 813 ex-passageiros do navio Diamond Princess

Na semana passada, 970 pessoas que estavam em quarentena a bordo da embarcação foram liberadas pelos oficiais japoneses, após apresentaram resultado negativo nos exames de laboratório. Entretanto, foi determinado pouco depois que vários destes passageiros estão efetivamente contaminadas e que "45 pessoas tinham certos sintomas", de acordo com o ministro da Saúde, Katsunobu Kato.

"Pedimos a todos (aqueles que têm sintomas) que visitem um médico e façam exames", disse Kato, durante depoimento no Parlamento japonês. No último dia 20, foram confirmadas duas mortes por coronavírus entre os passageiros do Diamond Princess.

O Japão enfrenta muitas críticas pela maneira como administrou a crise de saúde gerada pelo cruzeiro, em especial depois da descoberta de que alguns passageiros autorizados a desembarcar foram posteriormente diagnosticados com o vírus.

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Os passageiros autorizados a deixar o navio após quarentena de 14 dias receberam o pedido para permanecerem em casa, mas nenhuma medida formal foi imposta pelo governo japonês para restringir seus movimentos. Até o momento, as autoridades confirmaram que pelo menos dois ex-passageiros no país estavam infectados, apesar de terem apresentado resultados negativos em um primeiro momento.

Passageiros estrangeiros que inicialmente apresentaram resultado negativo também foram diagnosticados mais tarde com o vírus, na Austrália e em Hong Kong. / AFP

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