Patente do Viagra termina mesmo em junho, decide STJ

Genérico do remédio para disfunção erétil poderá ser produzido já neste ano

Central de Notícias

28 Abril 2010 | 16h34

A patente que garante a exclusividade do laboratório farmacêutico Pfizer para a fabricação e comercialização do princípio ativo do Viagra, usado no tratamento da disfunção erétil, termina em 20 de junho. Após essa data, a patente passará a ser de domínio público e o medicamento poderá ser fabricado na forma de genérico por outros laboratórios.

 

O julgamento do recurso especial envolvendo o prazo de validade da patente foi concluído pela Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Por maioria, vencido o ministro Luis Felipe Salomão, a Seção acompanhou o voto do relator, ministro João Otávio de Noronha, pela extinção da patente em junho de 2010.

 

Em seu voto vencedor, o relator concluiu que a legislação brasileira determina que a proteção dos produtos patenteados pelo sistema "pipeline" é calculada pelo tempo remanescente da patente original, a contar do primeiro depósito no exterior. Como a primeira patente do Viagra foi depositada na Inglaterra, em junho de 1990, o prazo de exclusividade expira em junho de 2010.

 

O recurso julgado foi interposto pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região que manteve a validade da patente até o dia 7 de junho de 2011. A patente protege a comercialização exclusiva de uma invenção pelo prazo de 20 anos.

 

O laboratório Pfizer sustentou que o pedido depositado na Inglaterra não foi concluído e que o registro da patente só foi obtido em junho de 1991, no escritório da União Europeia. A empresa queria manter a exclusividade sobre o medicamento até junho de 2011.

 

Em nota, a Pfizer diz que acata, mas que "respeitosamente" discorda da decisão do tribunal, e que se manifestará depois de tomar conhecimento do teor integral do pronunciamento da corte.

 

A empresa lembra que os prazos de patente são necessários para a recuperação do investimento feito na pesquisa e desenvolvimento do medicamento.

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