Paulistas não têm como hábito a prática de exercícios

No combate ao sedentarismo e aos problemas a ele relacionados, como obesidade, diabetes e patologias cardíacas, a boa notícia é que 75% dos paulistas dizem que praticam rotineiramente atividade física. Entenda-se por isso realizar algum movimento por cerca de dez minutos, ao menos cinco dias da semana. Porém, a má notícia está no fato de que apenas 13% dessa parcela da população realmente se exercita, ou seja, cumpre os 30 minutos diários recomendados pelos médicos em ginástica ou esportes. Os dados fazem parte de uma pesquisa da Secretaria de Estado da Saúde em parceria com o Centro de Estudos do Laboratório de Atividade Física de São Caetano do Sul (Celafiscs), entidade especializada em pesquisas na área. Durante o ano de 2006, o instituto entrevistou 2.582 pessoas com mais de 14 anos, em todo o Estado. ?É preciso deixar claro que atividade física é diferente de exercício ou esporte. Sob esse ponto de vista, o resultado mostra que a população não está tão ruim, mas também está longe de estar se exercitando como deveria?, explica Timóteo Leandro de Araújo, assessor científico do instituto. Com isso, Araújo explica que desses 75% que fazem algum movimento, 62% o fazem por necessidade: caminhar até o ponto de ônibus para trabalhar, varrer a casa ou limpar o quintal. Apenas 13% deles têm como costume praticar exercício, como correr, fazer musculação e ginástica, nadar, dançar. ?Isso não quer dizer que os 62% não terão nenhum benefício da atividade física. Terão melhoria da qualidade de vida. Mas o recomendado mundialmente para a pessoa tirar melhor proveito, ter mais vantagens para a saúde, é realizar cerca de 30 minutos diários. Além disso, quando a pessoa separa um tempo para isso, ela está num momento de lazer, sente prazer com a atividade?, diz. Entre os benefícios de se exercitar está a melhora da disposição, do sono, prevenção de doenças cardiovasculares, controle da hipertensão, mudança do perfil metabólico, além do controle do peso. Comparação No entanto, a realidade no Estado já foi pior. A mesma pesquisa foi feita pela primeira vez em 2002 e mostrou que apenas 46% da população fazia algum tipo de atividade (mesmo as rápidas). Em relação aos ativos, os que cumpriam com os 30 minutos, o índice ficava em torno de 8%. ?O aumento está relacionado com as campanhas de incentivo, com toda a divulgação feita em muitos lugares, inclusive pela mídia, sobre a importância da atividade na promoção da saúde. Temos aqui o Agita São Paulo?, afirma Ricardo Tardelli, diretor estadual de Saúde. ?Sempre odiei fazer ginástica, mas chega uma hora em que você se rende, todo mundo ao redor começa a fazer, você se sente mal?, diz a estudante de Direito Ana Lúcia Vasconcellos, de 22 anos. ?Entrei na academia no ano passado, e por enquanto, estou freqüentando?, conta.

Agencia Estado,

30 de janeiro de 2007 | 10h33

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