PE avalia medidas para evitar que polêmica do lixo hospitalar prejudique trabalhadores e consumidores

Governador do Estado convocou reunião com representantes dos órgãos envolvidos

Agência Brasil,

18 de outubro de 2011 | 17h33

BRASÍLIA - Diante da repercussão da compra irregular de lixo hospitalar norte-americano por uma empresa têxtil do estado, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), convocou uma reunião com representantes dos vários órgãos envolvidos com o caso.

Segundo a assessoria do governo, serão definidas as providências a tomar para garantir a segurança e a integridade dos trabalhadores e consumidores pernambucanos. Eduardo Campos também pretende atenuar eventuais impactos sobre o setor produtivo, atingido pelas denúncias, que envolvem, até o momento, uma única empresa, a Na Intimidade. Ela funciona com o nome fantasia Império do Forro de Bolso.

Coordenada pelo secretário da Casa Civil, Tadeu Alencar, o encontro começou as 13h30 (hora local, já que o estado não aderiu ao horário de verão), no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual.

Além de diversos secretários de estado, como o de Saúde, Antônio Figueira, participam da conversa os prefeitos de Santa Cruz de Capibaribe e de Toritama, além do vice-prefeito de Caruaru, cidades onde três estabelecimentos foram interditados nos últimos dias por guardar ou comercializar tecidos com as logomarcas de hospitais norte-americanos. Os três locais pertence a Império do Forro.

As autoridades encontraram nos estabelecimentos pedaços de tecido e forros de bolso prontos para a venda. Além da logomarca de hospitais norte-americanos, as peças continham manchas que podem ser de sangue. Todo o material apreendido nos três locais guarda semelhanças com as 46 toneladas de lençóis, fronhas, toalhas de banho, batas, pijamas e roupas de bebês retidas na semana passada, no Porto de Suape, em Pernambuco.

Também participam da reunião representantes da Superintendência da Polícia Federal em Pernambuco, da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa), da Receita Federal e do polo de confecções do agreste pernambucano.

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