Russian Direct Investment Fund (RDIF)/Handout via REUTERS
Russian Direct Investment Fund (RDIF)/Handout via REUTERS

Pedido de uso emergencial de vacina russa contra covid-19 deve ser feito nesta semana

Fundo de Investimento Direto Russo (RDIF) e a farmacêutica União Química fecharam um acordo para fornecer para o Brasil 10 milhões de doses da Sputnik V no primeiro trimestre deste ano

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de janeiro de 2021 | 15h14

   

MOSCOU - O Fundo de Investimento Direto Russo (RDIF) e a farmacêutica brasileira União Química fecharam um acordo para fornecer para o Brasil 10 milhões de doses da vacina russa contra a covid-19, a Sputnik V, no primeiro trimestre deste ano, informaram desenvolvedores do imunizante nesta quarta-feira, 13.

A Rússia, quarto país com o maior número de casos da doença, iniciou uma vacinação em larga escala no último mês e está promovendo sua vacina em outros países. As primeiras entregas da vacina devem começar neste mês, informaram os desenvolvedores da vacina, que é apoiada pelo RDIF.

Segundo os desenvolvedores do imunizante, o RDIF e a União Química vão solicitar a autorização para uso emergencial da Sputnik V no Brasil nesta semana.

O RDIF informou que gostaria de produzir a vacina no Brasil para exportar para outros países da América Latina. A Rússia também está em negociação com outros países da região.

O México vai decidir esta semana se vai autorizar o uso do imunizante contra a covid-19, após a Argentina iniciar a vacinação de seus cidadãos com doses importadas da Sputnik V, única vacina administrada até agora no país.

Sputnik V

A Rússia foi o primeiro país a registrar uma vacina contra o novo coronavírus, em agosto. A aprovação foi concedida antes do início dos testes em larga escala, que começaram em setembro de 2020.

Em novembro do ano passado, representantes do governo russo e do Instituto Gamaleya, fabricante do imunizante, anunciaram que a vacina Sputnik V apresentou eficácia acima de 95% após a segunda dose. Com apenas uma dose, a eficiência é de 91,4%. A vacina contra covid-19 é aplicada em duas doses, com intervalo de 21 dias./REUTERS

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