AP Photo/Eraldo Peres
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Pela 1ª vez, Belo Horizonte esgota leitos de UTI covid-19 nas redes pública e particular

Sistema privado tem ocupação de 114,4%; prefeitura vai usar postos de saúde para atender casos de baixa e média complexidade de outras doenças

Leonardo Augusto, Especial para o Estadão

22 de março de 2021 | 20h14

BELO HORIZONTE - Não há mais leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) para tratamento de pacientes com a covid-19 na capital mineira. Cinco dias depois de esgotarem os leitos para casos graves da doença na rede particular, um boletim da prefeitura da cidade divulgado nesta segunda-feira, 22, mostra que também não há mais vagas para esse tipo de tratamento na rede pública.

O relatório aponta que a ocupação de leitos de unidade de terapia intensiva nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) da cidade atingiu 101,4% nesta segunda-feira. É a primeira vez durante a pandemia que os leitos para tratamento de casos graves da doença na rede pública se esgotam. Na rede privada, a ocupação dos leitos de UTI para covid-19 é de 114,4%.

Até esta segunda-feira 3.020 pessoas morreram na cidade com covid-19. O total de casos confirmados é de 132.201. Para tentar aliviar o fluxo nas unidades de pronto-atendimento (UPAs), a prefeitura anunciou que postos de saúde serão utilizados para acolhimento de casos de baixa e média complexidade que não sejam de doenças respiratórias. 

A Secretaria Municipal de Saúde de BH informou que assim como todo o País, a capital mineira se encontra em "situação grave" e disse trabalhar "de forma ininterrupta para que todos os pacientes sejam atendidos".

Todos os pacientes hospitalizados nas instituições do SUS que necessitam de UTI, prossegue a pasta, estão recebendo assistência e já foram cadastrados na central de leitos, que funciona 24 horas, sete dias por semana, inclusive nos feriados.

A prefeitura ainda afirma realizar todos os esforços para abrir novas unidades. Neste mês foram 161, saltando de 283 UTIs covid no dia 1º, para as atuais 444. Atualmente a Rede SUS tem o maior número de leitos de UTI desde o início da pandemia. O máximo, até então, era 424 em agosto do ano passado.

 

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