Pela 1ª vez, Brasil produzirá vacina exclusivamente para exportação

Previsão é de que o País exporte 30 milhões de doses da vacina dupla contra sarampo e rubéola para países em desenvolvimento

Clarissa Thomé, O Estado de S. Paulo

28 de outubro de 2013 | 10h14

RIO - O Brasil produzirá pela primeira vez vacina exclusivamente para exportação. A previsão é de que o País exporte 30 milhões de doses da vacina dupla contra sarampo e rubéola, a partir de acordo firmado entre o laboratório Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz, e a Fundação Bill & Melinda Gates. O anúncio foi feito na manhã desta segunda-feira, 28, no Rio, pelo ministro Alexandre Padilha.

O sarampo mata 158 mil pessoas por ano em todo o mundo e a rubéola provoca graves consequências para mulheres grávidas. Atualmente, somente um laboratório indiano produz a vacina dupla.

Bio-Manguinhos já produz a tríplice viral MMR (caxumba, sarampo e rubéola), utilizada nas campanhas de vacinação brasileiras. A nova vacina, mais barata, será exportada para países em desenvolvimento da África, Ásia e América Latina, onde a caxumba não tem impacto significativo.

A vacina dupla será produzida na nova fábrica de Bio-Manguinhos, em Santa Cruz. A Fundação Gates contribuirá com financiamento de 1,1 milhão de dólares para apoiar testes clínicos.

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