FELIPE RAU/ESTADÃO
FELIPE RAU/ESTADÃO

Pelo 3º dia consecutivo, Brasil registra mais de mil mortes diárias pelo coronavírus

Ao todo, foram 1.036 óbitos nas últimas 24 horas; a última vez que o País se manteve nesse patamar por tanto tempo foi em agosto, no auge da pandemia

João Ker, O Estado de S.Paulo

31 de dezembro de 2020 | 20h00

O Brasil registrou 1.036 mortes e outras 55.811 pessoas infectadas pelo coronavírus nas últimas 24 horas, de acordo com o consórcio de veículos de imprensa divulgado nesta quinta-feira, 31, e formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde. Esse é o terceiro dia consecutivo e a quarta vez apenas este mês que o País ultrapassa a marca dos mil óbitos diários pela doença. 

A última vez que o País passou três dias seguidos acima da marca de mil óbitos diários pelo coronavírus foi entre 19 e 21 de agosto, período em que a pandemia estava no seu auge. No último dia 17, o País também teve um novo pico de óbitos, com 1.054 vítimas fatais pela doença em apenas 24 horas.  

Especialistas têm afirmado nas últimas semanas que janeiro pode ser um dos meses mais desastrosos da pandemia no País, em função das festas, viagens e confraternizações de fim de ano. Muitos alertam ainda para o risco de um colapso no sistema de saúde brasileiro. 

A média móvel de mortes por covid-19, que registra as oscilações dos últimos sete dias e elimina distorções entre um número alto de meio de semana e baixo de fim de semana, ficou em 706 nesta quinta. 

São Paulo continua como o Estado com maior número absoluto de óbitos e casos positivos da doença no País, encerrando o ano de 2020 com 46.717 vítimas fatais e 1.462.297 pessoas infectadas pelo coronavírus. 

No total, são 194.976 mortes registradas e 7.675.781 pessoas contaminadas pela covid-19 no Brasil, segundo o balanço mais recente do consórcio. De acordo com o Ministério da Saúde, outras 6.747.065 se recuperaram da doença.

Consórcio dos veículos de imprensa

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

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