Perguntas & respostas sobre a cirurgia de Angelina Jolie

Especialistas estimam que o ideal é fazer entre os 35 e os 40 anos para permitir que a mulher engravide, caso queira

Paula Felix, O Estado de S. Paulo

24 Março 2015 | 21h17

1. Para quais mulheres o procedimento é indicado?

Pacientes que têm patologias no ovário, como câncer, e mulheres com mutações nos genes BRCA 1 ou BRCA 2 podem fazer a retirada dos ovários e das tubas uterinas.

2. Qual a idade adequada para fazer a cirurgia?

Especialistas estimam que o ideal é fazer entre os 35 e os 40 anos para permitir que a mulher engravide, caso queira, e para que o procedimento seja realizado antes do aparecimento do câncer. Para as mulheres que desejam ser mães, o ideal é fazer após ter todos os filhos que pretendem.

3. Quais cuidados devem ser tomados até o momento da cirurgia?

A mulher deve ser acompanhada pelo médico, que vai monitorar o aparecimento de tumores. Ela também deve praticar atividades físicas e manter hábitos saudáveis.

4. A mulher pode fazer o procedimento imediatamente após o parto?

Não. Durante o parto, há alterações na circulação sanguínea, o que pode causar hemorragias. O ideal é fazer em procedimento separado.

5. Quanto tempo dura a cirurgia e qual o período de recuperação?

O procedimento dura cerca de 30 minutos e pode ser feito por meio de três pequenos cortes da região abdominal. Um dia após a cirurgia, a mulher pode retomar suas atividades normais.

6. Há efeitos colaterais após a cirurgia?

Sim. Como os ovários são responsáveis pela produção de hormônios como o estrogênio e a progesterona, a mulher entrará em uma menopausa precoce e terá sintomas como ondas de calor, ressecamento da vagina e desconforto nas relações sexuais.

7. É possível contornar esses efeitos?

O médico pode indicar reposição hormonal, que consegue reverter os sintomas. Normalmente, são receitados remédios para repor sobretudo o estrogênio.

8. Por quanto tempo será necessário fazer a reposição hormonal?

Enquanto a mulher tiver os sintomas da menopausa.

9. Caso a mulher se arrependa, é possível reverter a cirurgia?

Não. É irreversível.

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