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Pergunte ao especialista: Como tratar a cistite de lua de mel?

Fazer xixi antes e depois do ato sexual é uma das formas de evitar a infecção

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de abril de 2022 | 05h00

Como tratar de forma definitiva a incômoda cistite de lua de mel?

Luana de França, São Paulo

Responde Lilian Fiorelli, ginecologista especialista em sexualidade feminina

A cistite de lua de mel nada mais é do que a infecção urinária depois da relação sexual e isso é muito comum nas mulheres que iniciam a atividade sexual ou mulheres que trocam de parceiros. Raramente, mas pode acontecer, a mulher continua tendo essas infecções depois da relação em relacionamentos prolongados. 

Existem diversas causas para isso acontecer. Geralmente, a relação sexual é só um gatilho. Às vezes a mulher tem baixa imunidade, alteração de flora vaginal ou outra doença, como diabete, pedra nos rins – por isso, ela precisa descobrir qual a real causa para tratar a origem. 

Mas há algumas orientações mais práticas, que ela pode fazer antes de conseguir essa resposta, como urinar depois do ato sexual (e, se possível, antes também) e fazer a higiene da vagina sempre de frente para trás. E, apesar de não ser obrigatório neste caso – pois não é uma DST –, a camisinha pode ajudar em casos de alergia de sêmen ou da flora do outro. 

A gente sabe que o ato sexual em si, pelo fato de ter uma fricção mais intensa nessa região, favorece a entrada de bactérias no canal urinário principalmente nas mulheres, porque a uretra é mais curta. Por isso, quanto maior a frequência de relações sexuais, maior a possibilidade de uma bactéria causar uma infecção. 

Assim, não há uma resposta definitiva, porque é algo que varia de mulher para mulher. O fundamental é achar a causa.

Tem uma dúvida sobre saúde, bem-estar, exercício físico ou nutrição? Escreva para ana.lourenco@estadao.com ou para o Instagram @bemestarestadao

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