Perícia vai apontar se houve erro médico em hospital onde bebê teve perna amputada

Caso está sendo tratado como crime de lesão corporal culposa

Agência Brasil,

11 de março de 2011 | 20h52

Rio de Janeiro - Peritos da Polícia Civil estiveram nesta sexta, 11, no Instituto Fernandes Figueira, vinculado à Fundação Oswaldo Cruz (IFF/Fiocruz), para determinar os motivos que levaram à amputação da perna de um recém-nascido, após uma cirurgia.

O bebê nasceu dia 21 de fevereiro com hidroanencefalia grave, quando existe ausência do cérebro, que é substituído por bolsas com líquido cerebroespinhal. A operação, chamada de microendoscopia, serve para drenar o líquido do crânio. O procedimento foi executado na filha de Karen Caroline Nascimento e Silva no dia 1º de março e a amputação da perna foi feita no último dia 7.

Durante a microendoscopia, feita com bisturi elétrico, o bebê sofreu queimadura na perna, que precisou ser amputada. O diretor do IFF, Carlos Maciel, disse que foi aberta uma sindicância interna para apurar as causas do acidente, que podem estar relacionadas à placa de aterramento elétrico do bisturi, que fica junto ao corpo da paciente.

Maciel esclareceu que este foi o primeiro acidente desse tipo e afirmou que IFF fez, só no ano passado, 2.500 procedimentos cirúrgicos, incluindo 250 neurocirurgias, sendo 50 idênticas à executada no bebê.

O delegado que está investigando o que ocorreu durante a cirurgia, Pedro Paulo Pinho, disse que o caso é de lesão corporal culposa - quando não há intenção de provocar o dano - e que a pena máxima para esse tipo de crime é de um ano e quatro meses.

Segundo o último boletim médico, a bebê continua internada no berçário de alto risco e respira sem ajuda de aparelhos, com alimentação oral. Não há previsão de alta.

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