Perigo de suplementos está no uso abusivo, dizem especialistas

Produtos são indicados para pacientes com deficiências nutricionais e pessoas que fazem treinos com alto gasto energético

Paula Felix, O Estado de S. Paulo

12 Julho 2015 | 03h00

SÃO PAULO - Integrante da diretoria da Sociedade Brasileira de Nefrologia, Leda Lotaif diz que os suplementos alimentares são recomendados para pessoas que têm deficiências nutricionais, que fazem treinos com alto gasto de energia e para portadores de doenças crônicas que precisam suprir carências da dieta.

“Como esses produtos são de fácil acesso e vendidos livremente, o perigo reside no abuso do seu consumo e na compra de suplementos que podem conter substâncias proibidas e inseguras, que não constam no rótulo. Muitas vezes o rótulo não indica que o produto contém anabolizantes ou psicoestimulantes”, explica Leda.

Essas substâncias podem causar aumento dos batimentos cardíacos, piora do colesterol, insônia, suor excessivo e aumento da pressão arterial. Já o consumo elevado de proteínas pode provocar o acúmulo de gordura no fígado.

“Em pacientes portadores de doença renal crônica, o excesso de consumo de aminoácidos e proteínas acelera a progressão da doença para os seus estágios mais avançados. O uso da creatina, albumina e whey protein está contraindicado nesses casos.” No entanto, Leda afirma que, em pacientes saudáveis, não há efeitos colaterais significativos.

Alimentação. Daniel Magnoni, nutrólogo e cardiologista do Hospital do Coração (HCor), diz que a suplementação pode ser oferecida para crianças e adolescentes ao lado de alimentos saudáveis.

“Para as crianças, a suplementação é fundamental, mas banana com leite e mel e outras frutas podem ser um suplemento. O ideal é oferecer pela alimentação tudo o que ela precisa. Mas também pode suplementar sob supervisão de um nutricionista.”

Magnoni também afirma que os suplementos prescritos devem levar em consideração a idade, o peso e as necessidades do paciente.

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