Cesar VonBancels/AFP
Cesar VonBancels/AFP

Peru construirá hospital para combate à covid-19 na Amazônia

Autoridades planejam que unidade de saúde em Pucallpa, na fronteira com o Brasil, esteja em atividade dentro de três semanas

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de maio de 2020 | 01h19

O sistema de seguridade social do Peru anunciou a construção de um novo hospital para enfrentar a pandemia de covid-19 na região amazônica, onde os serviços de saúde operam no limite da capacidade.

As autoridades planejam que o hospital em Pucallpa, capital da região de Ucayali, na fronteira com o Brasil, com 390 mil habitantes, esteja em atividade dentro de três semanas. Os casos do novo coronavírus nesta região ultrapassam os 1.620 e os números continuam aumentando.

A unidade de saúde contará com 100 leitos, 20 deles no setor de terapia intensiva (UTI). Também serão destinados 220 profissionais médicos para reforçar outro hospital da cidade.

"Estamos trabalhando intensamente para ampliar a oferta de serviços e fornecer aos hospitais da Amazônia peruana todos os meios necessários para cuidar de pacientes com covid-19", afirmou o porta-voz da seguridade social, Federico Tong Hurtado

As autoridades querem evitar que Pucallpa repita a situação da cidade amazônica vizinha de Iquitos, na região de Loreto, onde os hospitais estão saturados de pacientes infectados e os necrotérios não têm dado conta. Loreto, na fronteira com Brasil, Colômbia e Equador, é a região mais extensa e menos povoada do Peru, mas uma das mais afetadas pelo coronavírus. Mais de 2.250 casos e 95 mortos pela covid-19 foram registrados lá, segundo dados oficiais.

A falta de oxigênio nos hospitais para os pacientes com o novo coronavírus, uma doença predominantemente respiratória, é um dos maiores problemas do sistema de saúde desta região. "O pulmão do mundo está morrendo por falta de oxigênio e essa é a nossa triste realidade", disse à AFP na quinta-feira em uma videochamada o encarregado de saúde da região amazônica de Loreto, Carlos Calampa.

Na floresta peruana praticamente não há estradas e o principal meio de transporte é o fluvial, o que mobilizou o governo a estabelecer pontes aéreas para fazer chegar a ajuda sanitária. / AFP

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