Pesquisa identifica genes que permitem diferenciar tipos de leucemia

Espanhóis identificam possíveis sinais de alerta para prever futuras recaídas da doença

Efe

27 Janeiro 2011 | 20h22

SALAMANCA, ESPANHA - O pesquisador espanhol Carlos Manuel Santamaría, da Universidade de Salamanca, identificou novos genes que permitem diferenciar as leucemias agressivas das de evolução mais lenta, disse o especialista à imprensa.

O estudo avança na identificação de genes que permitem diferenciar esse tipo de câncer em função de sua agressividade e descobrir possíveis sinais de alerta para prever futuras recaídas.

O trabalho também avança na identificação de novos genes que permitem, por um lado, "diferenciar as leucemias de evolução mais lenta das que apresentam um comportamento muito agressivo", explicou o cientista nesta quinta-feira, 27, à imprensa.

Além disso, será possível "fazer um acompanhamento mais preciso da evolução das células tumorais que ficam no corpo do paciente depois do tratamento de quimioterapia", acrescentou.

Santamaría centrou-se na doença residual mínima, isto é, nas possíveis recaídas de pessoas com leucemia mieloblástica aguda, um tipo de câncer que atinge o sangue e atinge mais a população adulta.

A pesquisa se baseou em pacientes que não tinham alterações em seus cromossomos e careciam, portanto, de genes que determinam a agressividade da doença. Os resultados "apresentam precisamente cinco novos genes que permitem dividir os voluntários em grupos de risco e detectar os níveis críticos ou sinais de alerta em outro tipo de leucemia, o M3".

Dado que essa leucemia inclui diferentes subtipos com diferentes expectativas sobre o tempo de vida da pessoa, Santamaría assegura que, "quanto mais bem definidos" forem o diagnóstico e a classificação da doença, "mais facilmente será possível conseguir uma abordagem terapêutica específica para o paciente".

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