Pesquisa questiona eficácia do remédio Prozac

Antidepressivo tomado por 40 milhões de pessoas é exceção em casos de depressão profunda

26 de fevereiro de 2008 | 09h06

Prozac, o antidepressivo usado por 40 milhões de pessoas em todo o mundo, tem sua eficácia questionada, assim como as drogas similares usadas para o mesmo fim, segundo declarou um estudo divulgado no jornal Guardian nesta terça-feira, 26.   A pesquisa examinou todas as informações disponíveis, inclusive os resultados clínicos que os fabricantes optaram por não divulgar. Os testes consistem na análise do comportamento de pacientes que tomaram Prozac e outros que tomaram placebo ou pílula de açúcar.   Quando todos os dados foram reunidos, concluiu-se que os pacientes que tomaram Prozac obtiveram uma melhora em seus quadros clínicos, mas as pessoas que tomaram placebo também melhoraram tanto quanto aqueles que ingeriram a droga. A única exceção é o caso de depressão profunda, segundo a pesquisa.   "Os resultados mostram que não há razões para prescrever antidepressivos em casos que não sejam de depressão profunda", disse o autor do estudo, Professor Irving Kirsch, responsável pelo departamento de psicologia da Hull University.   A eficácia dos antidepressivos é uma questão que vem gerando polêmica. Evidências que apontam que tais drogas poderiam levar jovens a cometer suicídio obrigou médicos a parar de prescrever este medicamento para menores de idade - com a exceção do Prozac, que, até então, era considerado o mais eficaz.   Desde o lançamento do remédio em 1988, o Prozac foi comprado por milhões de pessoas, o que garantiu um bom lucro para seu fabricante, Eli Lilly, que se diz orgulhoso com o benefício que seu remédio trouxe às vidas das pessoas.   O porta-voz do GlaxoSmithKline, que produz o Seroxat, disse que este estudo não deveria ser usado para alarmar e preocupar a população desnecessariamente, visto que a pesquisa examinou poucos dados e contradiz resultados de outras avaliações.

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