Pesquisa sugere que estatina pode diminuir risco de câncer de cólon

Cientistas já haviam descoberto que efeitos vão além da redução de colesterol e doenças cardíacas

Reuters

18 Outubro 2010 | 21h21

WASHINGTON - Estatinas, usadadas para diminuir os níveis de colesterol no sangue, podem reduzir o risco de câncer de cólon em até 12%, segundo disseram pesquisadores americanos nesta segunda-feira, 18.

Quanto mais tempo um paciente faz uso da medicação, menor a probabilidade de desenvolver a doença no futuro, informaram os autores em uma conferência do American College of Gastroenterology.

Muitos pesquisadores já anunciaram descobertas de que as estatinas, como o Lipitor, da Pfizer, e o Crestor, do laboratório AstraZeneca, têm efeitos que vão muito além da redução do colesterol e do risco de doenças cardíacas.

"Estudos observacionais têm sugerido que o uso das estatinas a longo prazo está associado à diminuição do risco de diversos tumores, como de mama, próstata, pulmão, pâncreas e fígado", disse Jewel Samadder, da Universidade de Michigan em Ann Arbor (Michigan), que liderou o trabalho.

"Nossos resultados sugerem que pesquisas aleatórias controladas e destinadas a testar a hipótese de que as estatinas reduzem o risco de câncer colorretal são garantidas", acrescentou Samadder em comunicado.

O time dele fez o que é chamado de meta-análise, combinando os resultados de 22 estudos científicos feitos com mais de 2,5 milhões de voluntários. Em geral, os pacientes que tomaram estatina tiveram um risco 12% menor de ser diagnosticados com câncer de cólon do que as pessoas que não ingeriram os remédios.

As estatinas não estão isentas de riscos. Em maio, cientistas britânicos relataram que pacientes podem ter maior risco de disfunção hepática, insuficiência renal, fraqueza muscular e catarata.

Autoridades de saúde dos EUA têm observado dados que sugerem que algumas drogas, como o Vytorin, da Merck & Co., podem na verdade aumentar o risco de câncer, embora isso seja improvável.

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