Pesquisa tenta descobrir se intuição é aliada confiável na tomada de decisões

Pesquisadores descobriram que pessoas com os melhores palpites foram as que literalmente 'ouviram os seus corações'

estadão.com.br,

05 Janeiro 2011 | 11h09

Quando devemos tomar uma decisão, nós normalmente seguimos nossa intuição, sem entender o porquê. Nossa habilidade de tomar decisões por palpite varia consideravelmente: a intuição pode ser uma aliada poderosa ou nos levar a grandes erros. Um novo estudo publicado pela revista Psychological Science, da Associação de Ciência Psicológica, descobriu que a credibilidade da intuição é influenciada pelo o que está acontecendo fisicamente em nossos corpos.

 

"Nós normalmente falamos sobre intuição usando expressões como 'seguir os nossos corações'", disse Barnaby D. Dunn, do Conselho da Unidade de Pesquisa Médica em Cognição e Ciências do Cérebro em Cambridge, Reino Unido, um dos autores do trabalho. O que não é certo é se nós deveríamos seguir, ou ficar desconfiados, do que os nossos corpos estão nos dizendo. E qual a influência que essas mensagens que nossos corpos nos mandam têm na maneira como tomamos nossas decisões?

 

Para investigar como diferentes reações do corpo podem influenciar a tomada de decisões, Dunn e seus colegas pediram aos participantes do estudo que tentassem ganhar um jogo de cartas que nunca tinham jogado antes. O jogo era desenvolvido para que não houvesse uma estratégia óbvia a ser seguida, de maneira que os jogadores tinham que seguir seus próprios palpites. Durante o jogo, cada participante usou um monitor cardíaco e um sensor que media a quantidade de suor na ponta dos seus dedos.

 

A maior parte dos jogadores gradualmente encontrou uma maneira de ganhar e eles disseram ter confiado na intuição e não na razão. Súbitas mudanças nas batidas cardíacas e no suor afetavam a velocidade com que ele aprendiam a fazer as melhores decisões durante o jogo.

 

A qualidade dos conselhos que os corpos mandaram para os jogadores variaram. A intuição de alguns jogadores acertou em cheio e eles dominaram o jogo rapidamente. Já outros levaram mais tempo para aprender o jogo, pois suas intuições mandaram dicas pouco precisas.

 

Dunn e seus colegas descobriram que aqueles jogadores com as melhores intuições pareciam estar mais conscientes de seus batimentos cardíacos. Então para alguns indivíduos, ser capaz de "escutar o seu coração" ajudou a tomar boas decisões.

Mais conteúdo sobre:
psicologia

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.