Pesquisador australiano descobre galáxias que são 'fósseis vivos'

Achado indica que as estrelas regulam a taxa de formação de novos astros no interior das galáxias

estadão.com.br, estadão.com.br

08 Outubro 2010 | 17h09

 

O astrônomo Andy Green descobriu "dinossauros vivos" no espaço, galáxias no Universo atual com características que, acreditava-se, só teriam existido no passado distante, diz nota da Universidade Swinburne, na Austrália. O relato da descoberta, que também é o primeiro artigo científico assinado por Green, está na edição desta semana da revista Nature.

 

"Não achávamos que essas galáxias existiam. Descobrimos que sim, mas elas são extremamente raras", disse, na nota, Karl Glazebrook, orientador de tese de Green. As galáxias descobertas têm forma de disco, que lembra a Via Láctea, mas são turbulentas e estão formando um grande número de estrelas jovens. 

 

"Acreditava-se que galáxias assim existiam apenas no passado distante, há bilhões de anos, quando o Universo tinham metade de sua idade atual", disse Glazebrook.

 

Astrônomos supunham que a rápida formação de estrelas nas galáxias antigas era impulsionada por um mecanismo peculiar ao Universo primitivo: um fluxo contínuo de gás frio.

 

Mas a descoberta de galáxias do mesmo tipo no Universo atual indica que esse mecanismo não pode ser o único para a formação acelerada de estrelas. É possível que a formação de estrelas gera uma turbulência no gás ao redor. Quanto mais estrelas surgem, maior a turbulência.

 

"Turbulência afeta a velocidade com que as estrelas se formam, então estamos vendo estrelas regulando a formação de estrelas", disse ele.

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