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Pesquisadores descobrem molécula que atinge tumor cerebral

Descoberta dá esperança para um tratamento eficiente de um câncer incurável, o glioblastoma

da Redação

29 de dezembro de 2008 | 18h19

Pesquisadores do Centro de Câncer da Universidade da Califórnia Davis relatam nesta segunda-feira, 29, a descoberta de uma molécula que atinge o glioblastoma, uma tipo letal de câncer. A descoberta, que será publicada na edição de janeiro da revista European Journal of Nuclear Medicine and Molecular Imaging, dá esperança para um tratamento eficiente de um câncer incurável.   Glioblastoma é o tipo mais comum e agressivo de tumor cerebral primário em adultos. É marcado por tumores com formato irregular e bordas pouco definidas, que rapidamente invadem os tecidos próximos, fazendo com que sejam difíceis de remover cirurgicamente.   "Esses tumores cerebrais são normalmente tratados com remoção cirúrgica para tirar o máximo possível, seguido por radiação para matar as células cancerígenas que permanecerem e impedir que se espalhem para o resto do corpo", disse Kit Lam, autor principal do estudo. "É uma pena que essa abordagem não aumente a sobrevivência significativamente. A maior parte dos pacientes sobrevive menos de um ano."   Para encontrar novas opções de tratamento, Lam e seus colegas começaram a procurar por uma molécula que pudesse ser injetada na corrente sanguínea do paciente e levasse alta concentração de medicamentos ou material radiativo direto ao tumor cerebral, poupando os tecidos normais. Durante o estudo, eles identificaram uma molécula, a LXY1, que se mistura com grande especificidade a uma proteína da superfície celular chamada alfa-3 integrina, que é abundante em células cancerígenas.   Eles também testaram a habilidade das moléculas para atingir o câncer cerebral implantando o glioblastoma humano abaixo da pele de ratos. Os pesquisadores injetaram uma versão marcada radioativamente da LXY1, usando imagens fluorescentes, e mostraram que as moléculas se ligaram preferencialmente às células cancerígenas.   "Esse resultado nos dá grande esperança de desenvolver tratamentos para o glioblastoma," disse Lam.   Lam planeja continuar o trabalho repetindo os experimentos com tratamentos poderosos ligados às moléculas LXY1.

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