Pesquisadores descobrem processo que pode gerar 'vacina viva'

Processo de amplificação da resposta imunológica dos glóbulos brancos pode, no futuro, fazer com que linfócitos T sejam usados como vacina

Efe

05 Agosto 2011 | 10h47

MADRI - Uma equipe do Conselho Superior de Pesquisas Científicas da Espanha (CSIC, na sigla em espanhol) descobriu um processo molecular no qual os glóbulos brancos amplificam sua resposta imunológica.

 

O CSIC afirmou em comunicado que este estudo, publicado na revista Immunity, poderia servir de base no futuro para utilizar os linfócitos T como uma vacina viva.

 

O estudo revelou que os linfócitos T, encarregados de reconhecer moléculas que fazem parte de um patogênico (antígenos) e que também ativam o sistema imunológico, são capazes de "devorar" estas moléculas e expô-las a outros linfócitos.

 

Até agora era conhecida a capacidade dos linfócitos T para reconhecer moléculas expressadas por células infectadas com vírus ou células que apanharam outro tipo de micróbios.

 

Porém, segundo o CSIC, estes linfócitos T ativam, além disso, uma resposta seletiva em direção a estes micróbios para que o sistema imunológico adquira memória e seja capaz de combater, de forma mais eficaz, uma segunda infecção com o mesmo patogênico.

 

"Os linfócitos T também têm capacidade fagocitária, ou seja, são capazes de devorar um antígeno. Além disso, o expõem em sua própria membrana para que outros linfócitos T o reconheçam. São, portanto, executores e, ao mesmo tempo, desencadeiam a resposta imunológica", declarou o pesquisador do CSIC, Balbino Alarcón.

 

Os cientistas se deram conta deste processo ao estudar a função da proteína TC21M, que, segundo eles, resultou ser "fundamental" na fagocitose dos linfócitos T.

 

O trabalho foi financiado pelo Ministério espanhol de Ciência e Inovação, pela Rede de Câncer do Fundo de Pesquisa Sanitária e pela Associação Espanhola contra o Câncer.

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