Romeo Ranoco/Reuters
Romeo Ranoco/Reuters

Pesquisadores dos EUA criam máscara que pode detectar coronavírus

Em caso de sucesso, a tecnologia seria capaz de agilizar o processo de diagnóstico da doença

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2020 | 12h19

Bioengenheiros do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e de Harvard trabalham no desenvolvimento de um sensor capaz de detectar o novo coronavírus. Trata-se de uma adaptação de tecnologia dos próprios pesquisadores, que diagnostica o ebola e o zika vírus

De acordo com informações do Business Insider, a ideia do projeto é inserir o sensor em máscaras de proteção contra a covid-19. Ao respirar, tossir ou espirrar, uma luz fluorescente acende em caso de presença do vírus nas gotículas de saliva.

Se a tentativa dos pesquisadores obtiver resultado positivo, a máscara pode ser uma solução para falhas de outros métodos de triagem, como a medição de temperatura. Classificada como um dos principais sintomas da doença, a febre não se manifesta em muitos dos infectados.

O sucesso do projeto também pode agilizar a tomada de decisões para conter o avanço do vírus. Sem precisar enviar amostras a laboratórios, o “teste da máscara” evitaria o atraso e a defasagem no acompanhamento de casos em cada país.

A tecnologia surgiu em 2014, quando o laboratório de bioengenharia do pesquisador Jim Collins no MIT desenvolveu um detector do ebola, em meio ao surto na África Ocidental. A equipe, com cientistas do MIT e de Harvard, publicou o estudo pela primeira vez em 2016, ano em que concentraram esforços no combate à zika.

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