Pessoas com psicoses buscam ajuda mais cedo em SP

Estudo aponta que 50% dos que percebem os sintomas procuram assistência em até 4 semanas

Agência Estado

09 Junho 2010 | 17h44

SÃO PAULO - Há sete anos, a fisioterapeuta paulistana Juliana Cavani recebeu com choque a notícia de que era bipolar. Na época, tinha 20 anos. O diagnóstico prematuro possibilitou que a doença não piorasse e, hoje, ela vive quase como qualquer outra pessoa.

 

O caso de Juliana ilustra uma das conclusões de um estudo inédito feito por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) sobre a incidência de episódios psicóticos em São Paulo. O trabalho, ainda em andamento, constatou que os paulistanos procuram ajuda médica mais rapidamente do que moradores de países mais desenvolvidos, como Canadá e Dinamarca.

 

Os resultados preliminares da pesquisa mostram também que a incidência da doença na capital é menor que o esperado para grandes metrópoles. A cada ano, surgem na cidade, em média, 15,8 novos casos de psicose por cem mil habitantes. A média observada em centros urbanos de outros países é de 25 novas ocorrências anuais a cada cem mil pessoas.

 

A psicose é um transtorno psiquiátrico que tem como sintomas delírios, alucinações e perda da capacidade de pensar com clareza. São psicoses doenças como esquizofrenia, transtorno bipolar e depressão grave. "Essas doenças causam impacto grande nos pacientes e na família e sabemos muito pouco sobre as causas", diz o psiquiatra Paulo Menezes, um dos responsáveis pelo estudo.

 

O levantamento aponta que 50% dos paulistanos que percebem os primeiros sintomas da doença procuram os serviços de saúde em até quatro semanas. Em países mais desenvolvidos, a demora é de até quatro meses.

 

Informações sobre psicose podem ser encontradas nas páginas da internet da Associação Brasileira de Psicologia e da Associação Brasileira de Transtorno Bipolar. As informações são do Jornal da Tarde.

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