PF faz operação contra venda de vagas em fila de transplantes

Foco da Operação Fura-Fila está direcionado para a fila de transplantes do Fundão, hospital universitário do Rio

Solange Spigliatti, estadao.com.br

30 de julho de 2008 | 09h49

A Polícia Federal deu início na madrugada desta quarta-feira, 30, à Operação Fura-Fila, contra a venda de vagas na fila de transplantes de órgãos do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (Fundão), na zona sul do Rio. A PF ainda não divulgou o número de mandados de prisão e de busca e apreensão que estão sendo cumpridos. Segundo informações do hospital, dois médicos da instituição estão sendo investigados.   A Polícia Federal confirmou que cumpre mandado de busca e apreensão na casa do médico Joaquim Ribeiro Filho, ex-coordenador do Riotransplante, e ex-chefe da equipe de transplantes de fígado do Fundão, da UFRJ. A operação é fruto de investigação de beneficiamento de pacientes na fila de transplante de fígado via pagamento. Um dos beneficiários, de acordo com a investigação, seria Carlos Augusto de Alencar Arraes, filho do ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes, falecido em 2005.   Carlos teria recebido um órgão proveniente de Minas Gerais em julho do ano passado quando ocupava a 65º posição na fila de transplantes. Ele teria sido operado pelo Dr. Joaquim na clínica São Vicente, na Gávea, zona sul do Rio - onde o médico coordena a equipe de transplantes. A operação analisou operações entre os anos de 2003 e 2008.   (Colaborou Talita Figueiredo, de O Estado de S. Paulo)

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