Divulgação/PF
Divulgação/PF

PF faz Operação Panaceia em sete Estados contra venda de remédios

Grupo vendia anabolizantes, abortivos e fórmulas sem registro pela internet; 5 foram presos no País

Priscila Trindade, do estadão.com.br, e Vannildo Mendes, da Agência Estado

19 Outubro 2010 | 11h01

SÃO PAULO - A Polícia Federal (PF) deflagrou na madrugada desta terça-feira, 19, a Operação Panaceia, com o objetivo de coibir o comércio de medicamentos pela internet em sete Estados. As buscas foram realizadas em 61 canais de venda, 54 em território nacional e sete no exterior, abertos por brasileiros.

Cinco pessoas foram presas no País (uma em São Paulo, uma em Santa Catarina, uma no Maranhão e duas em Minas Gerais) e 76 em outros 44 países onde a Operação Pangeia, da Interpol, é feita. Os dois presos de MG, nas cidades de Nova Serrana e Divinópolis, foram encaminhados ao Presídio Floramar, em Divinópolis.

Foram apreendidos até agora 20 mil comprimidos e expedidos 20 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Maranhão, Minas Gerais, São Paulo, Paraíba, Santa Catarina e Ceará.

Outras 16 pessoas foram indiciadas por crime de falsificação e venda ilegal de remédios, contrabando e descaminho. A pena para esse tipo de delito, enquadrado na lei dos crimes hediondos, é de até dez anos de detenção, além de multa.

De acordo com a PF, o grupo negociava anabolizantes, abortivos, inibidores de apetite, medicamentos caseiros e fórmulas sem registros. Os produtos eram vendidos por meio de sites, classificados em jornais e redes sociais.

Os produtos eram vendidos sem receita médica e, em 37% dos casos, sequer eram entregues, configurando estelionato. Na carga apreendida, foram encontrados medicamentos com quantidades de princípio ativo bastante alteradas. "Além do risco à saúde, a população também é vítima de estelionato nesse tipo de negócio", disse o delegado Elmer Coelho, coordenador da Unidade de Repressão a Crimes Cibernéticos.

Além da Interpol, a operação conta com o apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Já foram apreendidos carimbos médicos, documentos de identidade falsificados, talões de cheque emitidos em nomes falsos, receituários e notificações de receitas irregulares, além de diversos medicamentos de uso controlado adquiridos sem autorização dos órgãos competentes.

Foram apreendidos, ainda, frascos com substâncias químicas não identificadas que possivelmente eram revendidos ou utilizados na fabricação irregular de remédios.

Segundo o delegado, essa é a terceira grande operação deflagrada no Brasil desde 2007 contra o comércio ilegal de medicamentos pela internet, um dos crimes que mais cresceram nos últimos anos. A primeira, batizada de Placebo, desarticulou mais de 30 pontos de venda.

Atualizado às 18h30

Mais conteúdo sobre:
polícia operação comércio medicamentos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.