PF investiga corrupção na Hemobrás em Pernambuco

Grupo seria responsável por direcionar licitações e desviar recursos da empresa de sangue; 28 mandados de busca são cumpridos

Monica Bernardes, Especial para o Estado

09 Dezembro 2015 | 14h00

RECIFE - A Polícia Federal em Pernambuco deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 9, a Operação Pulso, cujo objetivo é reprimir a atuação de uma organização criminosa especializada em direcionar licitações e desviar recursos públicos da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás). As investigações vinham sendo desenvolvidas, em sigilo, há cerca de um ano. 

De acordo com informações da PF, 170 policiais participam da ação, que inclui o cumprimento de 28 mandados de busca e apreensão, 29 de oitivas mediante intimações e dois de prisão temporária. Os mandados estão sendo cumpridos nos Estados de Pernambuco, Piauí, Paraíba, Minas Gerais e São Paulo. Três integrantes da direção da estatal, cuja sede administrativa está instalada no Recife, foram afastados dos cargos, dois deles são membros da diretoria.  

Logo após a chegada de uma equipe da PF em um edifício residencial de luxo, onde mora um dos diretores da instituição, maços de dinheiro foram arremessados de janelas do prédio, localizado na área central do Recife. O dinheiro ficou espalhado no chão do estacionamento do prédio e posteriormente foi recolhido pela PF. 

Ainda segundo a PF, a investigação está focada sobre ilícitos em diversas licitações e contratos de logística de plasma e hemoderivados e das obras construção da fábrica, localizada na cidade de Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco.

Em nota, a PF indica que os delitos investigados são peculato, corrupção passiva e ativa, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas de detenção e reclusão que variam de um a 12 anos.

A Hemobrás tem a missão de alcançar autonomia tecnológica na produção de medicamentos derivados do sangue necessários para abastecimento de pacientes da rede pública de saúde brasileira.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.