Reuters/Jose Luis Gonzalez
Reuters/Jose Luis Gonzalez

Pfizer afirma que sua vacina contra covid é 90,7% eficaz em crianças de 5 a 11 anos

Atualmente, imunizante da marca é o único aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para aplicação em adolescentes de 12 a 17 anos no Brasil

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2021 | 12h10

NOVA YORK- A farmacêutica americana Pfizer afirmou nesta sexta-feira, 22, que sua vacina contra covid-19 é 90,7% eficaz em crianças entre 5 e 11 anos. Atualmente, o imunizante da marca é o único aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para aplicação em adolescentes de 12 a 17 anos no Brasil.

Em documento publicado devido a uma reunião agendada para a próxima semana com a agência reguladora dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês), a Pfizer explicou que conduziu recentemente um estudo com cerca de 2 mil crianças, que receberam uma dose equivalente a um terço da aplicada em adolescentes de 12 a 17 anos. 

Três das crianças que receberam injeções da vacina foram infectadas pelo coronavírus, em comparação com 16 que contraíram a doença no grupo que recebeu placebo. A empresa especificou que duas vezes mais crianças receberam a vacina, em relação àquelas que estavam no grupo do placebo.

Em 7 de outubro, a Pfizer e sua parceira, a BioNtech, anunciaram o envio à FDA de um pedido de autorização de uso emergencial de sua vacina contra a em crianças de 5 a 11 anos. Até este momento, assim como no Brasil, a FDA só autoriza o uso da vacina em adolescentes a partir dos 12 anos.

Antes de enviar a solicitação, as empresas apontaram que os resultados do últimos testes clínicos geraram uma resposta "robusta" de anticorpos e que a vacina é segura, o que aproximaria a possibilidade de disponibilizar a vacina para crianças no final de outubro ou início de novembro. 

Um grupo de conselheiros externos da FDA está marcado para se encontrar na próxima terça-feira, 26, e votar se a agência deve ou não autorizar o uso do imunizante em crianças de 5 a 11 anos. A publicação do resultado e revisão das evidências submetidas pela Pfizer está prevista para a sexta-feira seguinte. 

Segundo os documentos entregues pela farmacêutica, os eventos adversos registrados nas crianças não sugeriram nenhuma preocupação sobre a segurança do imunizante nesse grupo. Antes, a empresa já havia afirmado que o perfill de segurança no público infantil é comparável ao de jovens entre os 16 e 25 anos. 

Caso a FDA aprove o uso da vacina em crianças de 5 a 11 anos, representantres do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) deve se reunir nos dias 2 e 3 de novembro para emitir uma recomendação oficial de como as doses devem ser administradas nesse grupo. Nos EUA, a maioria dos estados espera que o órgão publique as diretrizes gerais da imunização antes de começarem a aplicação em um novo público. /COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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