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Pfizer entrega 2º lote com mais de 1,2 milhão de doses de vacinas da covid para crianças

Imunização da faixa etária entre cinco e onze anos no Brasil começou na sexta-feira; recebimento de remessas da farmacêutica americana ocorrerá até março

Iander Porcella, O Estado de S.Paulo

16 de janeiro de 2022 | 15h00

BRASÍLIA - O Brasil recebeu neste domingo, 16, o segundo lote de vacinas pediátricas da Pfizer contra a covid-19. De acordo com a farmacêutica americana, a remessa enviada contém 1,248 milhão de doses de imunizantes para crianças de 5 a 11 anos. Diversos Estados e o Distrito Federal iniciaram neste fim de semana a vacinação infantil.

Segundo a Pfizer, o lote chegou ao Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), por volta das 9h. O voo com os imunizantes partiu de Amsterdã. O primeiro lote de vacinas pediátricas da farmacêutica contra a covid-19 chegou ao Brasil na quinta-feira, 13. A remessa também continha 1,2 milhão de doses.

A previsão é que o Brasil receba em janeiro um total de 4,3 milhões de doses da vacina. Em fevereiro, devem ser entregues mais 7,2 milhões, e em março, 8,4 milhões. Durante o primeiro trimestre, está prevista a chegada de quase 20 milhões de doses pediátricas, destinadas ao público-alvo de 20,5 milhões de crianças.

Após receber 16,3 mil doses da vacina, o Distrito Federal iniciou neste domingo, 16, a imunização infantil contra a covid-19. Crianças com 11 anos ou de 5 a 10 anos com comorbidades e deficiências permanentes estão sendo imunizadas em 11 pontos da unidade da federação. De acordo com a Secretaria de Saúde, foram distribuídas hoje 10 mil doses.

Na sexta-feira, 14, em cerimônia do governo de São Paulo no Hospital das Clínicas, o governador João Doria (PSDB) imunizou a primeira criança entre 5 e 11 anos contra o coronavírus no País: o menino indígena Davi, de 8 anos, da etnia Xavante. O local do evento foi o mesmo onde a enfermeira Mônica Calazans recebeu, em 17 de janeiro de 2021, a primeira dose de vacina contra covid no Brasil. Ela foi imunizada com a Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, ligado ao Executivo paulista, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

Estados como Rio, Santa Catarina, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe, por sua vez, começaram a imunização de crianças neste sábado, 15.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, tem sido criticado pela demora no início da vacinação infantil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a aplicação das doses pediátricas em 16 de dezembro, mas o ministério liberou a imunização apenas em 5 de janeiro, sem exigência de prescrição médica, como havia sido considerado por Queiroga.

Neste sábado, 15, em João Pessoa, o ministro afirmou que não é "despachante" do órgão regulador. "Quantos medicamentos, dispositivos ou produtos têm registro na Anvisa e não fazem parte das políticas públicas? O ministro da Saúde não é um despachante de decisão de Anvisa nem de agência nenhuma", disse Queiroga. "O Ministério da Saúde é quem conduz a política pública e o ministro da Saúde é a principal autoridade do sistema de saúde no Brasil."

A declaração de Queiroga ocorreu após um embate travado nos últimos dias entre o presidente Jair Bolsonaro, crítico da vacinação infantil contra a covid-19, e o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres.

Durante um evento no Palácio do Planalto na quarta-feira, 12, Bolsonaro tentou minimizar o atrito com a agência. Depois de ter rebatido uma carta de Barra Torres dirigida a ele, o presidente disse que não "brigou" com o contra-almirante da reserva, mas apenas o questionou sobre a recomendação para que crianças de 5 a 11 anos fossem vacinadas.

"Aqui não é um quartel, mas devemos ao máximo zelar pela hierarquia e disciplina, senão não funciona. Não briguei com o presidente da Anvisa, apenas questionei sobre um assunto que tinha que ser questionado. Somente eu e ele. De repente está na imprensa", afirmou o chefe do Executivo.

Na segunda-feira, 10, dois dias após ser cobrado publicamente para que se retratasse dos ataques à Anvisa, Bolsonaro havia dito ter ficado surpreso com o que chamou de "carta agressiva" de Barra Torres. O presidente afirmou não ter acusado o almirante de corrupção e mudou o tom das insinuações, mas voltou a levantar dúvidas sobre as "intenções" da agência ao recomendar a vacinação infantil.

"Me surpreendi com a carta dele. Carta agressiva, não tinha motivo para aquilo. Eu falei: 'O que está por trás do que a Anvisa vem fazendo?' Ninguém acusou ninguém de corrupção. Por enquanto, não tenho o que fazer no tocante a isso aí", disse Bolsonaro, em entrevista à Rádio Jovem Pan.

No sábado passado, 8, Barra Torres havia cobrado uma retratação pública de Bolsonaro, dois dias após o presidente questionar os "interesses" de integrantes da Anvisa, ao reclamar do aval à vacinação infantil. "Se o senhor não possui tais informações ou indícios, exerça a grandeza que o seu cargo demanda e, pelo Deus que o senhor tanto cita, se retrate", escreveu o militar da reserva da Marinha, ao desafiar o presidente a apontar indícios de corrupção contra ele.

A declaração de Queiroga ocorreu após embate travado nos últimos dias entre o presidente Jair Bolsonaro, crítico da vacinação infantil contra a covid-19, e o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres.

Em evento no Palácio do Planalto na quarta-feira, 12, Bolsonaro tentou minimizar o atrito com a agência. Depois de ter rebatido uma carta de Barra Torres dirigida a ele, o presidente disse que não "brigou" com o contra-almirante da reserva, mas apenas o questionou sobre a recomendação para que crianças de 5 a 11 anos fossem vacinadas.

"Aqui não é um quartel, mas devemos ao máximo zelar pela hierarquia e disciplina, senão não funciona. Não briguei com o presidente da Anvisa, apenas questionei sobre um assunto que tinha que ser questionado. Somente eu e ele. De repente está na imprensa", afirmou o chefe do Executivo.

Na segunda-feira, 10, dois dias após ser cobrado publicamente para que se retratasse dos ataques à Anvisa, Bolsonaro havia dito ter ficado surpreso com o que chamou de "carta agressiva" de Barra Torres. O presidente afirmou não ter acusado o almirante de corrupção e mudou o tom das insinuações, mas voltou a levantar dúvidas sobre as "intenções" da agência ao recomendar a vacinação infantil.

"Me surpreendi com a carta dele. Carta agressiva, não tinha motivo para aquilo. Eu falei: 'O que está por trás do que a Anvisa vem fazendo?' Ninguém acusou ninguém de corrupção. Por enquanto, não tenho o que fazer no tocante a isso aí", disse Bolsonaro, em entrevista à Rádio Jovem Pan.

No sábado passado, 8, Barra Torres havia cobrado uma retratação pública de Bolsonaro, dois dias após o presidente questionar os "interesses" de integrantes da Anvisa, ao reclamar do aval à vacinação infantil. "Se o senhor não possui tais informações ou indícios, exerça a grandeza que o seu cargo demanda e, pelo Deus que o senhor tanto cita, se retrate", escreveu o militar da reserva da Marinha, ao desafiar o presidente a apontar indícios de corrupção contra ele.

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