TIAGO QUEIROZ / ESTADÃO 20/10/2021
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Pfizer inicia estudos clínicos de vacina baseada na Ômicron

Testes avaliam segurança do imunizante adaptado tanto como série primária quanto como dose adicional

Leon Ferrari, O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2022 | 09h56
Atualizado 25 de janeiro de 2022 | 10h59

A Pfizer Inc. e a BioNTech SE anunciaram ter dado início aos estudos clínicos da vacina contra covid-19 baseada na variante Ômicron, nesta terça-feira, 25. As empresas avaliam a segurança, tolerabilidade e imunogenicidade do imunizante adaptado tanto como série primária de duas doses quanto como dose adicional. Até 1.420 adultos de 18 a 55 anos participarão dos testes. 

“Embora a pesquisa atual e dados do mundo real mostrem que os reforços fornecem alto nível de proteção contra quadros graves e hospitalização com a Ômicron, reconhecemos a necessidade de estarmos preparados caso essa proteção diminua com o tempo e de ajudarmos a lidar com a Ômicron e novas variantes no futuro”, disse Kathrin Jansen, vice-presidente sênior e chefe de pesquisa e desenvolvimento de vacinas da Pfizer Inc. 

O estudo foi dividido em três coortes. O primeiro grupo recebeu duas doses da atual vacina da Pfizer entre 90 e 180 dias antes da inscrição. Esses vão receber uma ou duas injeções do imunizante com base na Ômicron. 

O segundo já recebeu três doses do imunizante entre 90 e 180 dias antes do início dos testes. Eles devem receber uma dose do imunizante original ou uma do adaptado. 

A terceira coorte é composta por indivíduos não vacinados. Para eles, serão administradas três injeções da vacina baseada na Ômicron.

Em dezembro do ano passado, os laboratórios informaram estar estudando a adaptação da composição do imunizante à variante desde 25 de novembro. A depender das decisões de órgãos reguladores, as farmacêuticas indicaram que a vacina adaptada ficaria pronta para entrega em 100 dias, em março de 2022. 

A Pfizer já indicou que planeja produzir de 50 milhões até 100 milhões de vacinas adaptadas ainda no 1º trimestre deste ano

As doses específicas para a Ômicron serão criadas "sob risco", conforme disse o CEO Albert Bourla na segunda-feira, 10. Isso significa que, se não forem necessárias, a Pfizer absorverá os custos.

 

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