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REUTERS/Lucy Nicholson/
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Pfizer já recebeu autorização da Anvisa para realizar estudo sobre dose de reforço da vacina

Aval foi dado no mês passado e pesquisa terá 443 voluntários recrutados em Salvador. Farmacêutica fez o mesmo pedido à agência reguladora dos Estados Unidos e relaciona dose extra com aumento dos níveis de anticorpos, o que pode ajudar contra variantes

Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

09 de julho de 2021 | 18h42

A Pfizer já recebeu autorização da Anvisa para conduzir um estudo clínico no Brasil sobre a efetividade da aplicação de uma dose de reforço da vacina contra a covid-19 para maior proteção contra a infecção, sobretudo contra novas variantes. O imunizante da Pfizer é aplicado no Brasil em duas doses, separadas por intervalo de noventa dias. A ideia agora é aplicar uma dose extra, de reforço, seis meses depois da segunda dose.

Na última quinta-feira, a farmacêutica pediu ao FDA, a agência de drogas e alimentos dos EUA, autorização para aplicar uma terceira dose, por causa do avanço da variante Delta no país. Dados de estudo conduzido pela Pfizer mostram que a dose extra gera níveis de anticorpos cinco a dez vezes maiores do que os adquiridos com apenas duas doses. Nas cidades americanas, a variante Delta, que é mais transmissível, já responde por 25% dos casos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) confirmou a autorização dada à Pfizer no mês passado para condução de estudo clínico no Brasil. Informou ainda que, até o momento, a farmacêutica foi a única a pedir autorização para pesquisa sobre a dose adicional.

A pesquisa pretende avaliar a segurança, a imunogenicidade (capacidade de estimular a produção de anticorpos contra o agente causador de uma doença) e a eficácia de várias estratégias de reforço da vacina em diferentes populações que já receberam duas doses do imunizante.

Segundo a Anvisa, o estudo prevê o recrutamento de 443 voluntários no centro clínico do Hospital Santo Antônio das Obras Sociais Irmã Dulce, em Salvador, e 442 participantes no Centro Paulista de Investigação Clínica e Serviços Médicos, em São Paulo, onde a vacina foi testada originalmente. Serão recrutadas pessoas maiores de 16 anos, de ambos os sexos, que já tenham tomado as duas doses regulamentares.

No Brasil, a variante predominante ainda é a Gama. Em princípio, a presença da Delta ainda é incipiente no País.

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou na última quarta-feira que estudos conduzidos na China indicam que a Coronavac apresenta resultados positivos contra a variante de preocupação Delta, ainda que mais baixos do que contra as demais variantes. O instituto informou que estuda “a possibilidade de um reforço anual da vacina (que não deve ser confundido com uma terceira dose)” para ampliar sua eficiência.

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