Pílula para dormir 'melhora' paciente em estado vegetativo

Remédio para insônia teria levado britânica a 'mover os olhos', de acordo com a mãe.

BBC Brasil, BBC

31 de outubro de 2007 | 18h50

Uma mulher britânica em estado vegetativo nos últimos seis anos apresentou um "progresso fantástico" após ser submetida a um tratamento experimental com pílulas para dormir, segundo a mãe da paciente.Amy Pickard, de 23 anos, é uma das 300 pessoas no mundo todo que estão sendo tratadas de forma experimental com o remédio para a insônia Zolpidem. Ela entrou em estado vegetativo há seis anos devido a uma overdose de heroína.Em 2006, pesquisadores da África do Sul descobriram que três pacientes que se encontravam em estado vegetativo permanente foram reanimados temporariamente ao receber o medicamento. A pesquisa foi publicada na revista NeuroRehabilitation."Dentro de um período entre 20 e 25 minutos (depois de tomar o primeiro comprimido), era possível observar a mudança no rosto dela", disse Thelma Pickard, mãe da paciente.Uma pessoa no estado em que Amy Pickard se encontra pode parecer estar acordada, permanece com os olhos abertos, mas não mostra sinais de estar consciente a respeito do que acontece ao seu redor.A paciente, que está sendo tratada em um centro médico de Kent, na Grã-Bretanha, ainda era adolescente e estava grávida de sete meses quando sofreu a overdose de heroína.Segundo sua mãe, o cérebro de Amy "teria ficado 15 minutos sem oxigênio, sofrendo danos". A adolescente também perdeu o bebê.Thelma Pickard ficou sabendo do remédio há dois anos e concordou em fazer um tratamento experimental com Zolpidem depois de visitar a África do Sul para conhecer os pesquisadores que iniciaram o uso do medicamento.Ela e os pais de outra britânica que está em estado vegetativo desde 1995 foram acompanhados por uma equipe de documentaristas de um dos canais de televisão da BBC. Um documentário produzido durante a viagem, Waking Pill ("Pílula para Acordar", em tradução livre), será exibido nesta quarta-feira na Grã-Bretanha.A mãe de Amy conta que suas visitas á filha, desde o início do tratamento, têm sido "mais animadas"."O principal que podemos notar são os olhos dela, ela tem mais consciência e olha em volta. Ela sofreu um dano cerebral muito profundo", afirmou Thelma. "Mas a equipe que cuida de Amy sente que ela está se beneficiando com este medicamento, então vamos mantê-la (no tratamento) o máximo (possível)."BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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