Piracicaba investiga se aborto foi causado pelo vírus zika

Grávida na décima semana de gestação apresentou os sintomas da doença em 29 de fevereiro e perdeu o bebê em 1º de março

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

20 Abril 2016 | 15h59

SOROCABA - A Secretaria da Saúde de Piracicaba, interior de São Paulo, investiga se a contaminação pelo vírus foi a causa do aborto de uma gestante de 33 anos, moradora do bairro Higienópolis, zona sul da cidade. Grávida na décima semana de gestação, ela apresentou os sintomas da doença em 29 de fevereiro e perdeu o bebê em 1º de março. 

O resultado dos exames para o zika vírus foi positivo. A Secretaria espera o laudo de novos exames para confirmar ou descartar a relação da doença com o aborto.

A paciente faz parte de um grupo de 80 gestantes que apresentaram sintomas do zika, especialmente o exantema - manchas avermelhadas no corpo -, e são acompanhadas por um programa de monitoramento desenvolvido pelo município. 

Na terça-feira, 19, além dessa gestante, a Secretaria teve a confirmação de que outras duas pacientes grávidas estão com o vírus. Uma delas, de 30 anos, mora na região do Tatuapé e está com 32 semanas de gestação. A outra, moradora do Jardim das Flores, tem 28 anos e entrou na 37ª semana de gravidez.

Com essas, subiu para nove o número de grávidas com o zika no município. Os casos são autóctones, ou seja, as mulheres se contaminaram na própria cidade. As gestantes e os fetos estão sendo monitorados e farão todos os exames previstos no protocolo criado para a detecção e tratamento das grávidas com zika positivo no município. O programa já acompanhou mais de duas mil gestantes.

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