REUTERS/Amanda Perobelli
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Plano de reabertura de Covas e Doria desagrada aliado da Região Metropolitana de SP

Prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, reclama dos critérios adotados para flexibilização

Pedro Venceslau, Paula Reverbel, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2020 | 19h41

A decisão por uma reabertura na cidade de São Paulo como parte do plano de reabertura do Estado anunciado pelo governador João Doria (PSDB) nesta quarta-feira, dia 27, desagradou alguns aliados da região metropolitana. Também tucano, o prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, um dos principais aliados do governo estadual, criticou duramente o mandatário e o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB). 

Morando argumenta que foi adotado um critério que beneficia a reabertura da capital enquanto mantém fechados os comércios de São Bernardo, mesmo que os índices de sua cidade estejam melhores.

“A Região Metropolitana têm 39 cidades incluindo a capital, administrada por uma diretoria regional de saúde. Se você pegar o número de leitos disponíveis para covid-19 das 39 cidades e dividir pelo número de habitantes, todos ficam em um índice vermelho (de alerta máximo). O Bruno (Covas) bateu o pé na mesa para tirar a capital da conta. Se você tira a capital, aí a cidade entra no laranja”, afirmou Morando ao Estadão. “Mas, se é para tirar a capital da Região Metropolitana, tem que tirar também São Bernardo – o meu número de disponibilidade (de leitos) é muito maior que na capital”, acrescentou. 

Ele afirma ainda que os consumidores vão ter a opção de frequentar o comércio paulistano, mas não o de sua cidade. “Supondo que vai flexibilizar, o cara da Região Metropolitana vai para o shopping de São Paulo e eu fico com o shopping de São Bernardo fechado?”, indagou. “O ABC não abre nada no vermelho”.

O prefeito defende que ou todas as cidades da região sejam consideradas na faixa vermelha, ou que todos se separem de vez. “Por que aí não estão ouvindo a ciência”, argumentou. “Se é para ouvir a ciência, não é para liberar ninguém da Região Metropolitana”, defendeu.

Procurado pelo Estadão, o governo paulista afirmou que o comitê de contingenciamento irá avaliar o pleito de municípios da Região Metropolitana.

“O modelo heterogêneo delimita uma análise específica de cada uma das regiões. Os municípios do ABC estão pleiteando a subdivisão da Região Metropolitana, através da organização das 6 regiões de saúde, o que será avaliado pelo comitê de contingenciamento”, afirmou o secretário de desenvolvimento regional do governo João Doria, Marco Vinholi.

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