Reprodução/Redes Sociais
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Polícia chinesa vai investigar morte de médico que ‘descobriu’ coronavírus

Li Wenliang faleceu nesta quinta-feira; em dezembro, ele foi repreendido por policiais de Wuhan por “espalhar boatos” sobre o surgimento do vírus que já infectou mais de 28 mil pessoas

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de fevereiro de 2020 | 06h28

WUHAN - As autoridades da China anunciaram nesta sexta-feira, 7,a abertura de uma investigação sobre a morte de Li Wenliang, médico de Wuhan que foi repreendido pela polícia local no final de dezembro, após ter alertado sobre o surgimento de um novo coronavírus no centro do país. Ele faleceu nesta quinta, provocando a ira de muitos internautas chineses que o consideram um herói nacional.

Sua morte foi confirmada pelo Hospital Central Wuhan que, horas antes, havia negado a informação. De acordo com o comunicado oficial, Wenliang "infelizmente contraiu a infecção durante a luta contra a epidemia de pneumonia". 

Menos de meia hora após ter anunciado que o oftalmologista de 38 anos estava em estado crítico, mais de 500 mil comentários lotaram as redes do hospital. A Organização Mundial da Saúde (OMS) também lamentou o falecimento de Wenliang: “Estamos profundamente tristes com a morte de Li Wenliang. Todos devemos prestar homenagem ao trabalho que ele fez sobre o vírus", afirmou o órgão, em nota oficial. 

Ainda em dezembro, Wenliang foi repreendido pela polícia por “espalhar boatos” sobre a doença que, hoje, já matou mais de 560 pessoas e contaminou outras 28,2 mil. / AFP

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