AP Photo/Vincent Yu
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Polícia de Hong Kong busca ladrões que saquearam caminhão de papel higiênico

Os saques estão cada vez mais comuns na cidade desde explosão do coronavírus por conta do medo de desabastecimento

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2020 | 03h10

A semama começou com a polícia de Hong Kong procurando por ladrões armados que roubaram centenas de rolos de papel higiênico. Moradores da cidade têm atacado empresas por medo de dificuldades causadas pelo COVID-19, o novo coronavírus. Por cerca de dez dias, encontrar papel higiênico ficou difícil em Hong Kong, embora o governo afirme que a epidemia de pneumonia viral não afeta o suprimento.

Os supermercados não conseguiram reabastecer com rapidez suficiente e, às vezes, longas filas de clientes são formadas antes da abertura dos estabelecimentos. Depois que a mercadoria é descarregada, as prateleiras se esvaziam a toda velocidade.

Os consumidores atacam arroz e massas, bem como produtos de limpeza e soluções hidroalcoólicas. Segundo a polícia, três homens atracaram um motorista de caminhão na manhã de segunda-feira em frente a um supermercado em Mong Kok, um dos bairros históricos das tríades (máfias locais).

"Um entregador foi ameaçado por três homens armados com facas que roubaram pacotes de papel higiênico por mais de 1.000 dólares de Hong Kong (cerca de R$ 550)", disse um porta-voz da polícia à AFP. Nas imagens de vídeo da rede de TV Now, investigadores policiais são vistos em torno de vários pacotes de papel higiênico na frente de um supermercado. Um deles está meio vazio.

Uma histeria coletiva tomou conta dos habitantes de Hong Kong desde o surgimento do novo coronavírus na China continental, o que os lembra do trauma experimentado com a SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave). Esse outro coronavírus causou 300 mortes no território semi-autônomo em 2002 e 2003.

Pequim demorou a dar o alarme e, desde então, a população desse território de mais de 7 milhões de pessoas desconfia da política de saúde do governo local. A epidemia ocorre em um momento em que o governo, semelhante a Pequim, sofre um declínio histórico em popularidade após meses de protestos a favor da democracia.

Autoridades criticam rumores de escassez e garantem que os suprimentos de alimentos e produtos domésticos sejam mantidos em um nível constante. /AFP

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