Polícia ouviu 7 pessoas nesta segunda sobre morte por injeção de vaselina

Santa Casa e Cremesp abriram sindicância para investigar caso de estudante que deveria tomar soro

PEDRO DA ROCHA, Agência Estado

06 Dezembro 2010 | 18h02

SÃO PAULO - Foram ouvidas pela polícia nesta segunda-feira, 6, sete pessoas no caso que apura a morte da estudante Stephane dos Santos Teixeira, de 12 anos, após ter recebido uma injeção de vaselina líquida no lugar de soro fisiológico, no Hospital Municipal São Luiz Gonzaga, zona norte da capital paulista, na última sexta-feira, 3.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, prestaram depoimento, no 73º DP (Jaçanã), a mãe de uma criança que estava no mesmo quarto da vítima, a mãe de Stephane, dois médicos, dois enfermeiros e um auxiliar de enfermagem. No último fim de semana, foram interrogados familiares da estudante.

A Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) abriram sindicância para apurar a morte da adolescente, pois a gestão do hospital é terceirizada para a Santa Casa.

Em nota, a entidade comunicou que "os profissionais envolvidos no atendimento da paciente permanecem afastados até a conclusão das apurações". A sindicância do Cremesp investiga se houve desvio de conduta ética pelos profissionais de saúde.

Atualizado às 20h40

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