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Polícia prende família por vender a fosfoetanolamina

Substância supostamente capaz de combater câncer era produzida no interior de SP e vendida para todo o País e até para o exterior

Rene Moreira, Especial para O Estado

09 de dezembro de 2015 | 15h41

FRANCA - Suspeitos de venderem comprimidos de fosfoetanolamina foram presos pela Polícia Civil, nesta terça-feira, 8, no Distrito Federal. Os envolvidos são do interior de São Paulo e seriam de uma mesma família. Eles estariam produzindo e comercializando a substância, que supostamente seria capaz de combater o câncer, após furtarem cópia da fórmula na USP de São Carlos (SP).

O remédio era produzido ilegalmente no interior paulista e comercializado por R$ 180 o frasco e a entrega feita via correio para todo o País e até o exterior. Por mês estariam sendo vendidos mais de R$ 900 mil da substância, que não pode ser considerada medicamento por não ter o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O controle do esquema ficava em uma chácara em Sobradinho, no Distrito Federal, sendo a produção do comprimido em Conchal (SP). Um químico de 50 anos seria o responsável por fazer a fórmula, enquanto que um irmão dele coordenava os pedidos e a distribuição.

Mais três familiares estariam envolvidos no crime e estão foragidos. Todos foram indiciados por associação criminosa e venda ilegal de medicamentos, cujas penas somadas podem passar de 20 anos de prisão.

O que é. A fosfoetanolamina sintética é uma substância que foi desenvolvida por pesquisadores da USP de São Carlos, vindo a ser usada por pacientes com câncer. Como ainda não foi testada e nem conta com registro, sua produção e venda são proibidos.

Médicos também orientam os pacientes a não usarem as pílulas por não existir comprovação científica de seus resultados ou informações sobre efeitos colaterais.

 

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