DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO
DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO

Ponte Estaiada ganha iluminação roxa em campanha de alerta para a fibrose cística

Ato teve como objetivo chamar a atenção para o diagnóstico e tratamento da doença genética

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de outubro de 2021 | 05h00

Um dos cartões-postais de São Paulo, a Ponte Estaiada, na zona sul paulistana, foi iluminada de roxo na sexta-feira, 30. A ação é uma alusão ao Setembro Roxo, campanha criada para conscientizar as pessoas sobre a fibrose cística.

A iniciativa é promovida pelo Unidos pela Vida – Instituto Brasileiro de Atenção à Fibrose Cística, em parceria com voluntários e associações no Brasil. O Mês Nacional de Conscientização sobre a Fibrose Cística, neste ano, teve como tema “Respira fundo, pela frente tem muito mundo”. 

Ocorreram ações em diversas plataformas e pontos da cidade, como uma exposição na Estação Higienópolis do Metrô. Além disso, o prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista, recebeu uma projeção mapeada. Outra ação ocorreu por meio de podcasts e programas no YouTube. A campanha contou com entrevistas com profissionais de saúde e com pessoas diagnosticadas com a doença.

A fibrose cística é uma doença genética e não contagiosa. Tem manifestações clínicas que resultam da disfunção de uma proteína, denominada condutor transmembranar de fibrose cística (CFTR). A estimativa é de que, no Brasil, 1 a cada 10 mil nascidos vivos tenha fibrose cística, mas somente cerca de 6 mil pessoas estão diagnosticadas e em tratamento.

Os sintomas mais comuns da fibrose cística são pneumonia de repetição, tosse crônica, dificuldade para ganhar peso e estatura, diarreia, suor mais salgado do que o normal, pólipos nasais e baqueteamento digital. O diagnóstico começa pelo teste do pezinho, que deve ser realizado entre o 3.º e 7.º dia de vida. A confirmação do resultado também é feita com o teste do suor, que pode ser feito em qualquer fase da vida, em crianças, adolescentes, jovens e adultos que apresentem sintomas.

O diagnóstico ainda pode ser confirmado por meio de exames genéticos. Já o tratamento requer sessões diárias de fisioterapia respiratória, atividades físicas – e também pode ser realizado por meio de medicamentos como enzimas pancreáticas, entre outras ações. 

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