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Ponto a ponto: como é determinada a morte encefálica

Veja detalhes sobre como é feito o processo e o que é necessário para o exame

Lígia Formenti / Brasília, O Estado de S.Paulo

12 Dezembro 2017 | 13h14

Características e consequências da morte encefálica:

- o paciente não pode sentir fome, sede ou emoções

- não tem memória

- não consegue respirar ou manter a temperatura sem auxílio de máquinas

- as células mortas passam a agredir o restante do corpo

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  Quesitos para declaração da morte encefálica:

 -lesão encefálica de causa conhecida e irreversível

- ausência de fatores que possam confundir o diagnóstico

- observação e tratamento mínimo de seis horas, no hospital

  Como é feito o exame

1. Clínico: Por dois médicos diferentes, com intervalo mínimo de uma hora entre o primeiro e o segundo

2. Complementares: Para garantir a ausência de fluxo sanguíneo, de atividade elétrica ou metabólica no cérebro

3. Teste de apneia            

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A equipe que faz o diagnóstico

1. Um dos médicos deve ser: medicina intensiva (adulta ou pediátrica); neurologia (adulta ou pediátrica), neurocirurgia ou medicina de emergência

2. Outro médico deve ser qualificado (pelo menos um ano de experiência no atendimento de pacientes em coma ou que tenha realizado ou acompanhado 10 declarações de morte encefálica ou que tenha realizado o curso de capacitação        

O curso de capacitação:

1.Duração mínima de oito horas, com pelo menos metade de discussão de casos clínicos

2. Aulas práticas com um instrutor para no máximo oito alunos. Orientação a distância deve ser dada por no mínimo três meses

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