Michael Duff/AP
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População de Serra Leoa acata ordem para ficar três dias em casa

Governo busca infectados com Ebola escondidos na região da capital Freetown; país é o mais afetado pela epidemia da doença

O Estado de S. Paulo

27 de março de 2015 | 12h05

FREETOWN - A capital de Serra Leoa, Freetown, ficou "estranhamente silenciosa" nesta sexta-feira, 27, depois que o governo ordenou que as pessoas não saiam de casa por três dias enquanto voluntários de serviços de saúde espalhados pela cidade e arredores procuram pessoas com Ebola que estejam escondidas. 

Serra Leoa, o país mais afetado pela doença, informou cerca de 12.000 casos e mais de 3.000 mortes desde que a epidemia foi declarada, um ano atrás. 

As favelas ao redor da capital Freetown estão entre as áreas mais atingidas.

O número de casos caiu de um pico de mais de 500 por semana em dezembro para 33 na semana encerrada em 22 de março, na maioria registrados na capital e perto da fronteira norte com a Guiné, que também ainda está combatendo a epidemia. 
"Há relatos de complacência com a lavagem das mãos e checagem de temperatura, e esta é uma oportunidade para a sensibilização e para haver mais ação na busca de casos", disse John Fleming, coordenador da área emergencial de saúde da Cruz Vermelha.

Em uma indicação de que os moradores estão cooperando com a campanha, Fleming disse que as ruas da normalmente movimentada comunidade pesqueira de Aberdeen, na capital, ficaram "estranhamente silenciosas" na manhã desta sexta-feira. 

Funcionários definiram um bloqueio anterior em setembro como um sucesso, ajudando a identificar mais de 100 novos casos, embora algumas instituições beneficentes critiquem a campanha por ser demasiado pesada. 

O Centro de Resposta Nacional ao Ebola de Serra Leoa disse que os moradores serão autorizados a sair para as orações muçulmanas nesta sexta-feira e para o culto cristão no domingo, 29./REUTERS 

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