Por falta de manutenção, Samu fica sem ambulâncias

Das 6 mil chamadas diárias feitas ao telefone de emergência 192, mais da metade é trote de crianças e os reais pedidos não chegam a mil. Com isso, cerca de 400 ligações ao Sistema de Atendimento Médico de Urgência (Samu) em São Paulo não são atendidas. E não é o único número problemático: em média, dez viaturas quebram todos os dias, duas ou três com pacientes. Dos 126 carros, 40% estão sempre na oficina. Sobram 80 carros para 900 pedidos diários. O resultado é um sistema congestionado que faz com que socorros 'urgentes' demorem até duas horas. Foi o que aconteceu com o delegado aposentado José Alexandre Finetti, que teve de aguardar a viatura por mais de duas horas enquanto a mãe, Edith Coletti Finetti, de 89 anos, sofria uma hemorragia na Vila Virgínia, zona leste. "Me disseram que eles não estavam dando conta do trabalho porque a maioria das viaturas estava na oficina", contou Finetti. Nesse caso, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que as ambulâncias estavam ocupadas e não quebradas. Mas a administração admite que elas são insuficientes perto do total de carros com problemas. O coordenador do programa em São Paulo, Domingos Guilherme Napoli, acha que o erro foi do programa federal, que não previu uma cota adicional para substituir veículos quebrados e diz que, a partir do ano que vem, a prefeitura pretende suprir essa carência. Hoje, os carros vão para uma distribuidora de peças, a Dipese. Antes, eram levados para as concessionárias Mercedes-Benz. Depois, a manutenção ficou por conta de oficinas municipais. "A gente prefere andar com o assoalho batendo do que encostar e não ter com o que rodar", diz um motorista. O diretor da Dipese, Antonio de Jesus Barbosa , diz que elas rodam cerca de 10 mil quilômetros a cada 15 dias, o equivalente à média de um motorista típico em seis meses. Colaborou Arthur Guimarães

Agencia Estado,

16 de outubro de 2006 | 10h38

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